SINPEFESP

As matérias abaixo do SINPEFESP foram publicadas no jornal impresso Atividade Física.

 

nº 152 / Out/2011

ÍNDICE

Fortalecendo o esporte

nº 151 / Set/2011

Carta a Dilma reúne reivindicações dos Profissionais de Ed. Física

nº 150 / Ago/2011

Governo Paulista dá exemplo com realização de Campeonato Escolar.

nº 149 / Jul/2011

Crianças de hoje estão muito mais fracas do que há dez anos. De quem é a culpa?

nº 147 / Mai/2011

Valorizar o profissional do esporte é lutar contra a informalidade

nº 146 / Abr/2011

O esporte precisa de socorro para socorrer o Brasil

nº 143 / Dez/2010

É preciso investir na engenharia humana do esporte

nº 142 / Nov/2010

A força das idéias e do diálogo

nº 141 / Out/2010

O que falta para o esporte? A sua opinião!

 

O que falta para o esporte? A sua opinião!

nº 141 / Out/2010

 

Com a realização, em 2014, da Copa do Mundo de Futebol e, em 2016, dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, um importante segmento econômico, político e social do nosso País estará mais do que aquecido: o do esporte.

O cenário atual está mais do que favorável, permitindo a todos que sempre acreditaram na prática esportiva como alavanca propulsora de saúde, educação, cidadania e melhoria de qualidade de vida concretizar sonhos acalantados há décadas e décadas.

Vamos aproveitar o momento para discutir nossas experiências como gestores do desporto, profissionais de educação física, atletas, aficionados e os que direta ou indiretamente encontram-se envolvidos em tão importante setor da nossa sociedade.

Dentro dessa filosofia, o Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp) decidiu abrir um espaço, em seu site, para a fundamental prática de se exercer o direito à palavra.

Acreditamos que, assim, estaremos prestando um serviço democrático para o nosso Brasil, com todos colaborando com sugestões e opiniões para fortalecer ainda mais os mecanismos relativos ao pleno desenvolvimento do esporte.

Mas como escrever? Como por no papel tudo o que se acha e pensa?

Muita gente fica nesse impasse e, por receio, acaba não dando o seu recado...

Ora, escrever não tem segredo. Comece com uma letra maiúscula. Termine com um ponto final. E, no contexto do texto, coloque as suas convicções, sem medo.

Acredite. Agindo assim você estará colaborando por um Sindicato melhor e, também, por um País melhor.

O site do Sindicato, representante legal da categoria dos profissionais de Educação Física de São Paulo e Região, é o seguinte:

www.sinpefesp.net

Grande abraço

José Antonio Martins Fernandes - Presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp)

 

A FORÇA DAS IDEIAS E DO DIÁLOGO

nº 142 / Nov/2010

 

São Paulo é disparado o estado da União que mais ganha medalhas no atletismo, respondendo por 70% dos selecionados da modalidade em todas as categorias.

Isso se deve ao empenho dos clubes filiados à entidade e, principalmente, ao esforço dos atletas, treinadores, árbitros e colaboradores que se aproveitam de um Calendário de Atividades extenso, que figura entre os maiores da América do Sul, bem como o grande número de provas relacionadas à Corrida de Rua, com a participação de centenas de milhares de pessoas.

Não podemos, entretanto, dormir nos louros de tais conquistas expressivas.

Precisamos aprimorar cada vez mais os nossos serviços e, dentro dessa filosofia, a opinião tem fundamental importância.

Recentemente, através de comunicado, convidamos todos – o atleta, em especial - a visitar o nosso site com maior frequência, tomar conhecimento das ações da FPA e, mais do que isso, participar ativamente das decisões.

Perguntamos:

O que você acha que poderia melhorar nos eventos realizados?

Quais são as suas aspirações?

Como você pretende encaminhar a sua carreira?

O que está faltando para que você supere obstáculos?

A proposta da FPA, assim agindo, é a de tornar seu público alvo mais participativo, estabelecendo canais de diálogo permanente.

Ideias e experiências chegam à FPA a todo momento, proporcionando, assim, um saudável debate sobre o atletismo paulista visando aprimorá-lo sempre e cada vez mais.

Exemplos de sugestões

Um dos inúmeros exemplos advindos da iniciativa da Federação é o de Alex de Oliveira Vargas, atleta da cidade paulista de Araraquara.

Após salientar que as competições promovidas pela entidade são as melhores do Brasil em termos de organização e profissionalismo, ele ressalta:

“Nem sempre os horários das provas são respeitados. Isso prejudica muito o trabalho de aquecimento e o desenvolvimento do atleta na prova”.

A FPA, através de seu Departamento Técnico, respondeu:

“O não cumprimento do horário às vezes acontece, de fato. A maioria dos treinadores quer que sejam colocadas todas as provas em um único programa. Todavia, há disputas como o salto em distância, onde participam 50 ou mais atletas. Diante da alta demanda, não tem jeito. Ocorrem atrasos. O corpo de arbitragem tudo faz para impedir ou minimizar o problema, mas, normalmente, comparecem muito mais atletas no dia da competição do que o esperado. Lógico que tanta concorrência é bom para o atletismo. No momento, estamos montando, com a ajuda de clubes e técnicos, o Calendário de 2011. E vamos aproveitar a ocasião para fazer ver, a todos, que não é possível fazer, num único dia, uma prova que deveria se estender por dois dias devido, como já enfatizamos, à expressiva quantidade de provas e atletas”.

As aspirações de Alex merecem destaque: treinar e evoluir em sua equipe a ponto de, por mérito, integrar o Centro de Excelência Esportiva e estar numa final olímpica em 2016, “brigando por medalha para honrar o Brasil”.

Para Denis Vinícius, treinar mais basicamente e descansar são duas condições necessárias para superar obstáculos.

Atleta há cinco anos, ele ressalta a falta de lugares acessíveis para treinamento, uma vez que o Ibirapuera está fechado para reforma.

Denis revela: “Temos o Centro Olímpico. Mas as regras de utilização ainda não estão, a meu ver, bem esclarecidas. Disponho da documentação requerida para treinar no local. Todavia, apesar de estar rankeado na CBAt em três provas (110 m, 400 m com barreiras e revezamento 4x400 m), ainda não consegui acesso.

O atleta reconhece o trabalho da FPA. Considera a entidade muito bem organizada, um exemplo a ser seguido especialmente quando comparada ao cenário existente no Brasil e no Continente. Sua meta? Integrar a seleção brasileira, disputar meetings representando o País e chegar às Olimpíadas.

Citamos dois exemplos entre vários. E a comunidade do atletismo paulista pode ter a certeza de que lutaremos para aprimorar nossos trabalhos, através do exercício da transparência de ações.

Abraço a todos,

José Antonio Martins Fernandes - Presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp)

 

É PRECISO INVESTIR NA ENGENHARIA HUMANA DO ESPORTE

nº 143 / Dez/2010

Temos tudo para fazer do nosso País uma potência esportiva devidamente estruturada pela realização de dois grandes eventos: as realizações da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Os que militam no esporte, desde atletas até técnicos, profissionais de educação física, colaboradores e aficionados em geral, deverão estar, portanto, no olho do furacão dos grandes acontecimentos que ocorrerão no palco de mudanças, pa-ra melhor, do desporto brasileiro.

Todavia, vejo o panorama de ações dos Poderes Públicos com certa apreensão.

Pensa-se muito na quantidade do concreto que erguerá grandes obras de infraestrutura - necessárias, admito - mas muito pouco, ou quase nada, em termos de engenharia humana.

Há toda uma gama de trabalhos pela frente, especialmente no tocante à melhor capacitação profissional de toda a classe de agentes do esporte envolvida.

Isso sem contar o produto final, constituído pela formação e consagração técnica de atletas em todas as modalidades.

Além da atual prioridade para a concretização de obras em detrimento da engenharia social, creio, ainda, que os gestores do esporte terão dificuldades, nos próximos meses, na execução de planos já elaborados e destinados ao fortalecimento do setor.

O grande obstáculo residirá, a meu ver e pela minha experiência, na descontinuidade administrativa, uma vez que o Brasil acaba de sair de um pleito eleitoral gigantesco.

As urnas definiram nova presidente, novos governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Os interlocutores de que administra os destinos do desporto, portanto, mudaram em boa parte.

Os eleitos, lógico, precisarão de tempo para entender projetos já em andamento e assegurar recursos de toda ordem. E tempo, devido à premência e urgência de atitudes, passa a ser artigo de luxo.

Vamos aguardar e torcer pelo melhor, sempre.

José Antonio Martins Fernandes - Presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp)

 

O ESPORTE PRECISA DE SOCORRO PARA SOCORRER O BRASIL

nº 146 / Abr/2011

 

Amigos esportistas. Aproveito esse espaço, de grande repercussão, para apresentar relato seguido de moções que fiz em plenária da UGT recentemente. As moções foram inteiramente acatadas e serão encaminhadas para o Ministério da Educação, Ministério dos Esportes e Presidência da República.

Segue o documento:

Uma das maiores centrais trabalhistas do Brasil realiza a 12ª Reunião Plenária de sua Executiva Nacional. Só essa menção, dada em caráter informativo, já é suficiente para se afirmar a transparência democrática das ações da UGT – União Geral dos Trabalhadores, presidida com esmero e segura liderança por seu presidente Ricardo Patah.

Sabemos todos que o discutido e encaminhado em fóruns da UGT ganha, rapidamente, repercussão nacional. Assim sendo, temos o dever de, com seriedade, propor ações e soluções para os mais diversos segmentos trabalhistas que compõem o cenário nacional.

Um desses segmentos é o do esporte, que, com a realização em 2014 da Copa do Mundo de Futebol e das Olimpíadas do Rio (em 2016) estará, ou pelo menos já deveria estar, extremamente aquecido.

Como gestor de esporte e diretor da UGT em assuntos a ele relacionados, cumpre-me externar preocupações de especialistas na área.

Infelizmente, nosso País não está aproveitando tão precioso momento para se alçar à condição de potência esportiva, o que acarretaria em significativa melhoria da qualidade de vida de seu povo.

Os que militam no esporte, desde atletas até técnicos, profissionais de educação física, colaboradores e aficionados em geral, vêm o panorama de ações dos Poderes Públicos com certa apreensão.

Pensa-se muito na quantidade do concreto necessária para erguer grandes obras de infraestrutura - necessárias, admito - mas muito pouco, ou quase nada, em termos de engenharia humana.

Há toda uma gama de trabalhos pela frente, especialmente no tocante à melhor capacitação profissional de toda a classe de agentes do esporte envolvida.

Isso sem contar o produto final, constituído pela formação e consagração técnica de atletas em todas as modalidades.

Além da atual prioridade para a concretização de obras em detrimento da engenharia social, creio, ainda, que os gestores do esporte terão dificuldades, nos próximos meses, na execução de planos já elaborados e destinados ao fortalecimento do setor.

O grande obstáculo reside, a meu ver e pela minha experiência, na descontinuidade administrativa, uma vez que o Brasil acaba de sair de um pleito eleitoral gigantesco.

As urnas definiram nova presidente, novos governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Os interlocutores que administram os destinos do desporto, portanto, mudaram, em boa parte.

Os eleitos, lógico, precisarão de tempo para entender projetos já em andamento e assegurar recursos de toda ordem.

E tempo, devido à pre-mência e urgência de atitudes, passa a ser artigo de luxo.

Vimos detectando, ainda, um descompasso do Brasil quanto às próprias leis do Brasil voltadas ao fortalecimento desportivo.

Profissional de Educação Física

Aí, passo a falar com a propriedade de presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região.

No apagar das luzes do governo FHC, o profissional de Educação Física foi oficialmente reconhecido como integrante de uma categoria diferenciada, uma Lei que possibilitou a organização sindical deles em vários estados da União.

À guisa de esclarecimentos, ressalta-se: a categoria abrange todos os que obtiveram diploma em Educação Física, Licenciatura e Bacharelado, atuantes na área de clubes, academias, personais, SESI, SESC, na área educacional ou em, outros locais de trabalho, registrados em carteira, prestadores de serviços e profissionais liberais.

Voltando à análise, o que constatamos: que o Ministério da Educação não adota um sistema organizado, baseado na Lei, não exigindo que o Profissional de Educação Física tenha, sequer, o devido registro nos Conselhos que regem a matéria.

Ora. Se o governo federal promulga Lei e nem seus ministérios a seguem, como lutar de forma efetiva para o fortalecimento de uma Política de esportes no Brasil?

Em Congressos realizados em Brasília pelo Ministério dos Esportes, tivemos – a classe dos que fazem gestão de esportes – a oportunidade de salientar, em plenária, que o eixo de tal política deveria estar nas escolas, como acontece em países de primeiro mundo, e não concentrada nos clubes, como acontece.

A proposta foi reconhecida, até acatada. Mas é de se questionar: “Qual é o grau de infraestrutura dos estabelecimentos de ensino no Brasil? Quantas escolas possuem quadras esportivas? Se as possuem, quantas são cobertas? E no quesito profissional, de mão de obra especializada, conhecemos outra coisa senão a precarização das relações entre o capital e o trabalho - promovida, aliás, nas hostes da própria União?

O que se lê na mídia: O Brasil está atrasado na realização de obras de infraestrutura e de construção de estádios e, assim, causará vexames de toda espécie.

Não é só isso. Antes fosse só isso. Com a política em curso, a revelação de novos talentos do esporte será escassa. Afinal o Brasil e seus gover-nantes desprezam seus recursos humanos, o maior patrimônio que pode haver.

Diante do exposto, aproveitamos a amplitude de repercussão de tão nobre evento da nossa UGT no sentido de se encaminhar, aos órgãos competentes, as seguintes moções:

- Que se adote uma Política Nacional de Incentivo ao esporte nas escolas;

- Que se valorize a figura do Profissional de Educação Física, agente primordial de tal engenharia social;

- Que se cumpra a Lei que instituiu o Profissional de Educação Física enquanto categoria diferenciada na íntegra;

- Que se elimine a informalidade que, a exemplo de outros segmentos da economia brasileira, também campeia no Esporte.

- Que haja harmonia de ações para que o Brasil possa encarar os desafios que se lhe apresentam de forma digna e oportuna, tanto na engenharia do cimento quanto na dos recursos humanos.

Anexo:

LEI Nº 9.696, de 1º de setembro de 1998

Dispõe sobre a regulamentação da Profissão de Educação Física e cria os respectivos Conselho Federal e Conselhos Regionais de Educação Física.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA:

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei :

Art. 1º O exercício das atividades de Educação Física e a designação de Profissional de Educação Física é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física.

Art. 2º Apenas serão inscritos nos quadros dos Conselhos Regionais de Educação Física os seguintes profissionais:

I - os possuidores de diploma obtido em curso de Educação Física, oficialmente autorizado ou reconhecido;

II - os possuidores de diploma em Educação Física expedido por instituição de ensino superior estrangeira, revalidado na forma da legislação em vigor;

III - os que, até a data do início da vigência desta Lei, tenham comprovadamente exercido atividades próprias dos Profissionais de Educação Física, nos termos a serem estabelecidos pelo Conselho Federal de Educação Física.

Art. 3º Compete ao Profissional de Educação Física coordenar, planejar, programar, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos e projetos, bem como prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria, realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares e elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas de atividades físicas e do desporto.

Art. 4º São criados o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Educação Física.

Art. 5º Os primeiros membros efetivos e suplentes do Conselho Federal de Educação Física serão eleitos para um mandato tampão de dois anos, em reunião das associações representativas de Profissionais de Educação Física, criadas nos termos da Constituição Federal, com personalidade jurídica própria, e das instituições superiores de ensino de Educação Física, oficialmente autorizadas ou reconhecidas, que serão convocadas pela Federação Brasileira das Associações dos Profissionais de Educação Física - FBAPEF, no prazo de até 90 (noventa) dias após a promulgação desta lei.

Art. 6º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília 1º de setembro de 1998; 177º da independência e 110º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

D.O.U. - QUARTA-FEIRA, 02 DE SETEMBRO DE 1998

José Antonio Martins Fernandes - Presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp)

 

VALORIZAR O PROFISSIONAL DO ESPORTE É LUTAR CONTRA A INFORMALIDADE

nº 147 / Mai/2011

 

Caros leitores:

Além de presidir a Federação Paulista de Atletismo, tenho, também, a honra de estar à frente do Sinpefesp, o Sindicato dos profissionais de Educação Física de São Paulo e Região.

Os dois caminhos levam a um mesmo objetivo: fortalecer o esporte enquanto arma propulsora de cidadania, lutando pela valorização de seus recursos humanos.

Convém salientar que nunca antes o nosso País apresentou um panorama tão propício para as coisas ligadas ao esporte e para a gente que, com seu trabalho, árduo, faz a história acontecer.

Nesta minha lida diária, vários fatos me preocupam.

Um deles eu já tive a oportunidade de externar nas páginas do jornal Atividade Física, quando percebo que, às vésperas da realização da Copa do Mundo de Futebol (2014) e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016), as ações estão muito mais direcionadas ao cimento de grandes obras, em detrimento do maior patrimônio de qualquer iniciativa, que reside explicitamente no desenvolvimento e plena capacitação dos profissionais.

Outra questão se soma a esta. Atende pelo nome de informalidade no setor esportivo, fato patente em minhas experiências à frente do Sinpefesp.

É expressivo o número de profissionais que executam suas funções sem registro, algo altamente nocivo quando se sabe que, com carteira assinada, o trabalhador é mais cidadão. Tem acesso a direitos constitucionais, férias, 13º salário, FGTS e recebimento, dentro da Lei, de horas extras inerentes a sua carga horária.

No nosso Sindicato, temos confiáveis informações de trabalhadores que, pressionados pela necessidade de levar sustento a si e a seus familiares, acabam aceitando propostas vis.

Propostas feitas por empregadores oportunistas e que prestam um verdadeiro desserviço à sociedade e à Nação, pois, agindo na marginalidade de su-as contratações, sonegam impostos e submetem seus empregados a um regime próximo da escravidão.

Os funcionários devem ser registrados de acordo com a CLT. E quem assim manda é a Constituição!

Mobilização: a resposta e o caminho

Nesse espaço, quero ressaltar que lugar de profissional de Educação Física é no Sinpe-fesp, seu Sindicato, sua casa.

Sim, pois por má informação, às vezes induzida, tais profissionais acabam integrando os quadros associativos de entidades que nada têm a ver com a categoria, considerada diferenciada, por Lei.

E eu pergunto: A quem interessa a desinformação? A maus empresários, óbvio.

É o Sinpefesp o lídimo representante dos profissionais de Educação Física de São Paulo e Região. Isso abrange todos os que obtiveram diploma em Educação Física, Licenciatura e Bacharelado, atuantes na área de clubes, academias, perso-nais, SESI, SESC, no setor educacional ou em outros locais de trabalho, registrados em carteira profissional, como se requer, prestadores de serviços ou profissionais liberais.

Tivemos a oportunidade de fechar quatro acordos coletivos de trabalho, com o Seadesp, o Sindelivre, o SindiClube e o Seeaatesp. Todos eles apresentam avanços significativos para a categoria, pois, agora, esses acordos com entidades patronais são específicos para o profissional de educação física. Um dos principais avanços foi o aumento do piso salarial de 30%, em média.

Peço, finalmente, que o profissional de Educação Física associe-se rapidamente ao Sinpefesp, fazendo dele entidade de categoria forte, cada vez mais presente na luta por reivindicações trabalhistas.

Contamos com a ajuda de todos, também, no acompanhamento de descontos feitos em folha de pagamento, certificando-se de que eles têm como destino o Sinpefesp.

Acordo com Academias

O SINPEFESP acaba de fechar nova Convenção Coletiva de Trabalho junto ao SEEA-ATESP – Sindicato dos Estabelecimentos de Esportes Aéreos, Aquáticos e Terrestres do Estado de São Paulo, mais conhecido como o Sindicato das Academias.

Vale ressaltar que a data-base, que era em 1º de julho, foi antecipada para 1º de março. Com isso, os Profissionais de Educação Física ganham, pois a renovação entra em vigor quatro meses antes.

Os valores ficaram assim:

 

  7,47% de reajuste para quem ganha o piso da categoria (que passa a ser de R$ 1.285,00) e

  6,36% para quem ganha mais do que o piso.

 

A vantagem é que, nos dois reajustes, o trabalhador não precisará devolver os 1,77% relativos ao período de março/2010 a junho/2010 que, à época, foram antecipados e já pagos pelas entidades patronais.

Assim sendo, os reajustes salariais acabam sendo maiores, aplicando-se os 1,77% ou seja:

 

  9,24% para quem percebe piso da categoria e

  8,13% para quem ganha mais do que o piso.

 

Convém salientar que o aumento é retroativo a 1º de março/2011 e que, antecipando a Convenção, você, trabalhador, ganha dianteira de quatro meses em seus vencimentos.

 

IMPORTANTE:

O SINPEFESP REDUZIU O VALOR DA CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL DE 1,2% PARA 1,0%. ISSO REPRESENTA UMA ECONOMIA DE 20% PARA O SEU BOLSO!

 

Entre no site www.sinpe fesp.net e saiba mais detalhes sobre a Convenção.

José Antonio Martins Fernandes - Presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp)

 

 

CRIANÇAS DE HOJE ESTÃO MUITO MAIS FRACAS DO QUE HÁ DEZ ANOS.

DE QUEM É A CULPA?

nº 149 / Jul/2011

 

Companheiros:

Recentemente o programa Fantástico, da Tevê Globo, exibiu uma reportagem sobre um cientista esportivo que, após várias pesquisas, chegou à seguinte conclusão:

As crianças de hoje passam muito tempo desenvolvendo atividades que não exigem esforço físico, como navegar na internet. Não brincam mais na rua, não sobem mais em árvores e, em consequência, estão mais fracas do que as crianças de dez anos atrás.

O estudo foi feito na Inglaterra, por Galvin Sandercock. E o Fantástico saiu a campo para saber se o mesmo se passa com os jovens brasileiros.

“Eu vejo que alguns alunos meus, há 14 anos, conseguiam fazer certos movimentos que os de agora têm mais dificuldade de fazer” constata a profissional de educação física Kristine de Souza.

Como Kristine, acredito que todos nós, ligados à prática temos observado a mesma coisa, fato que aumenta a discussão quanto à importância da educação física e da valorização de seus quadros no combate ao sedentarismo e, também, na perfeita evolução da saúde em nosso País.

Com a realização, próxima, de dois eventos esportivos de grande alcance, como a Copa do Mundo de Futebol (2014) e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016), o Brasil vive um momento ímpar para, com um mínimo de vontade política, construir uma Nação melhor e uma sociedade mais saudável.

Para tanto, necessita da imediata implantação de uma política eficaz de inserção do povo na prática esportiva, especialmente seus jovens que, em primeira análise, constituem-se no futuro do País.

Precisa, ainda, reavaliar seus próprios procedimentos no que diz respeito à valorização do profissional de Educação Física, com melhores salários, promoção de infraestrutura minimamente digna e muito, mas muito trabalho de base, ou seja, nas escolas.

No entanto, o que se vê é desanimador. O próprio governo brasileiro classificou a categoria como diferenciada, qualificando-a como de profissionais de Educação Física. Mas o próprio governo, através de seus ministérios, tanto o do Esporte quanto o da Educação e outros, contíguos, não seguem a própria cartilha, ou seja: não respeitam a Lei.

Tal fato é tão flagrante que me motivou a fazer gestões, junto à central sindical UGT, a qual nosso Sindicato é filiado, para atalhar caminhos no sentido de fazer com que as evidências chegassem aos órgãos públicos mencionados e, também, à Presidência da República.

Além do desrespeito à Lei, assistimos à imensa precarização da mão de obra da nossa categoria em seus mais diversos locais de trabalho.

À guisa de exemplo, eu cito as atividades desenvolvidas em academias. Exemplo que se estende aos demais setores.

Posso afirmar, até de forma jocosa, que, nesses estabelecimentos, a carteira profissional está mais ameaçada de extinção do que a ararinha-azul do pantanal, o macaco-prego ou, mesmo, o famigerado mico-leão dourado.

Os nossos companheiros não sabem o que é ser registrado; ganham abaixo do piso salarial determinado em Convenção Coletiva; executam horas extras infindáveis a troco de nada ou quase nada e, assim, permanecem num quadro de humilhação, de mão de obra praticamente escrava.

Nas escolas, a situação não é muito diferente. O profissional de educação física, em que pese a Lei, é tratado de forma coletiva, sem que se leve jamais em conta a palavra diferenciada; recebe uma ninharia, não tem equipamentos básicos para dar aulas e nem local adequado. E por aí vai...

Enquanto o Brasil desrespeita o Brasil, nossa juventude fica na base do Deus dará, essa é que é a verdade.

A pesquisa inglesa apontou os problemas que uma infância com poucos exercícios pode provocar. Por não terem uma musculatura desenvolvida, essas crianças quando adultas podem acabar tendo osteoporose, um enfraquecimento dos ossos que aumenta o risco de fraturas.

E o que fazer para sacudir essa garotada? “Estimular uma atividade física sempre para as crianças, porque isso ajuda que elas mantenham a força muscular. É questão do uso e desuso. O que você não usa, atrofia. O que você usa, melhora a sua performance, melhora a sua prática”, explica o presidente da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, Edson Liberal.

Tudo bem. Tudo correto. Todavia, o cenário do esporte pátrio continua desolador. E o problema não se resolverá à toque de caixa, na medida em que falta comprometimento cívico por parte dos poderes públicos, que fazem vistas grossas a tanta coisa errada, beneficiando as elites em detrimento da classe trabalhadora.

José Antonio Martins Fernandes - Presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp)

 

 

GOVERNO PAULISTA DÁ EXEMPLO COM REALIZAÇÃO DE CAMPEONATO ESCOLAR

nº 150 / Ago/2011

 

Um exemplo a ser seguido por todos os estados da União vem sendo dado, com absoluto sucesso, em São Paulo, onde o governo de Geraldo Alckmin, através de suas secretarias de Esporte e Educação, e com total apoio da FPA – Federação Paulista de Atletismo – e do Sinpefesp – Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e região. Trata-se do 1º Campeonato Escolar Olímpico Rumo a 2016, que vem reunindo 12 mil crianças na prática do atletismo em diversas partes do território bandeirante.

A iniciativa preenche uma antiga expectativa dos que trabalham no esporte e sempre defenderam os estabelecimentos de ensino como parte essencial do eixo que deve perfazer a política nacional do setor.

Lembro que, nos últimos anos, defendemos, ao lado de lideranças representativas, a maior ênfase esportiva nas escolas em congressos realizados em Brasília, pelo Ministério do Esporte.

Moções nesse sentido sempre foram encaminhadas e devidamente aprovadas por uma plenária que congregava especialistas de todos os quadrantes do País.

Até o momento, cinco etapas já foram efetivadas: em São José do Rio Preto, Campinas, Praia Grande, Presidente Prudente e Araraquara. Faltam, ainda, as de municípios de São Paulo e Sertãozinho. Juntos, esses municípios abrigarão 12 e-tapas previstas no projeto, que vem demandando a presença de grande número de profissionais ligados ao atletismo, entre técnicos, árbitros, coordenadores e colaboradores diversos.

Além de polarizar as atenções de dezenas e dezenas de colégios, o Campeonato Escolar olímpico vem sendo administrado dentro da filosofia de descentralização da prática des-portiva no Estado.

A proposta, inédita no Brasil, será importante para o estabelecimento do atletismo enquanto arma propulsora de saúde, educação e cidadania. Permitirá o surgimento de talentos e valorizará a figura do profissional de Educação Física.

O objetivo do governo é, também, o de formar seleções paulistas. Para tanto, a FPA vem elaborando um ranking dos melhores, que pode ser acompanhado no site da entidade: www.nosamamosatletismo.net.

Em manifestações recentes, observamos que o Brasil passa por um momento peculiar e decisivo para o desenvolvimento do desporto com as realizações, próximas, de dois eventos de categoria internacional: a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos do Rio.

Nessas ocasiões, exprimimos preocupação, na medida em que o País está pensando muito mais na engenharia do cimento (construção de estádios) do que na humana (de desenvolvimento de seus recursos técnicos).

São Paulo, com o Campeonato Escolar, diminui tal apreensão. E os próprios técnicos de atletismo reconhecem isso. Citamos, como exemplo, a opinião de Anselmo Pereira, coordenador do projeto “Mexa-se”, da cidade de Guariba.

“A gente faz um trabalho com jovens desde 2006 e mais de seis mil atletas foram formados desde então. Nas escolas estão os futuros campeões. Com mais atenção nas escolas, novos nomes do esporte vão surgir. O primeiro trabalho é avaliar agilidade, velocidade, resistência e impulsão”, analisa empolgado.

Outra opinião: “Formar atletas nas escolas é o caminho que deve ser seguido. Trata-se de uma boa iniciativa. Estabelecimento de ensino é celeiro de atletas campeões, onde pelo menos 10% reúnem potencial para evoluir no esporte”, afirma Gilberto Ferreira, técnico da equipe de Pedreira.

Na qualidade de presidente do Sinpefesp, convém ressaltar que a educação física, desenvolvida através de seus profissionais, é um denominador comum não só para o atletismo como para toda e qualquer modalidade esportiva, pois trabalha dentro da filosofia “Mente sã em corpo são”.

Para o Sindicato, portanto, é fundamental acompanhar, participar e divulgar eventos do gênero, dentro da filosofia de valorizar e fortalecer os rumos de uma categoria diferenciada.

Agregando força política, haveremos de ganhar a luta contra a precarização da mão de obra que assola o profissional de Educação Física, além de promovermos dignidade e plena cidadania à classe.

José Antonio Martins Fernandes - Presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp)

 

 

CARTA A DILMA REÚNE REIVINDICAÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

nº 151 / Set/2011

 

Durante o 2º Congresso Nacional da UGT, realizado de 14 a 16/07/2011, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, o presidente da Federação Paulista de Atletismo (FPA) e do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp), José Antonio Martins Fernandes, o Toninho, procedeu a entrega de uma carta-documento ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que examinou o conteúdo e se comprometeu a entregá-la à presidenta Dilma Roussef.

“A carta chega a seu destino graças ao empenho do presidente da UGT, Ricardo Patah, e do deputado federal Roberto Santiago que, na ocasião, fez questão de dizer que vai nos acompanhar a Brasília para assegurar agilidade em possíveis trâmites burocráticos. O documento abrange assuntos de real interesse da categoria diferenciada dos profissionais de educação física e os tópicos foram aprovados por unanimidade num evento que contou com a participação de 3.400 delegados”, registra Toninho, que também é secretário nacional de Esportes da central trabalhista.

Vale ressaltar que a carta mereceu a atenção e colaboração de importantes entidades afins como o Conselho Nacional de Educação Física, o Conselho Regional de Educação Física de São Paulo e a Federação Nacional dos Profissionais de Educação Física, entre outras que a subscrevem.

A íntegra do documento:

São Paulo, 11 de julho de 2011.

Exma. Sra.

Dilma Roussef

M.D. Presidenta da República Federativa do Brasil

Excelentíssima Senhora Presidenta

Com respeito e admiração, gostaríamos de informar, preliminarmente, que as moções arroladas neste documento foram previamente apreciadas e aprovadas, de forma unânime, pelo conjunto de lideranças sindicais que participaram do 2º Congresso Nacional da UGT – União Geral dos Trabalhadores – que teve, como filosofia e norte, o slogan “Rumo à Sociedade do Conhecimento com Justiça Social”.

Sabemos que o discutido em fóruns da UGT, central trabalhista que congrega cerca de mil sindicatos em todo o Brasil, ganha, rapidamente, repercussão nacional.

Assim sendo, tivemos o dever de, com seriedade, propor, na ocasião, ações e soluções para os mais diversos segmentos trabalhistas que compõem o cenário nacional.

Um desses segmentos é o do esporte, que, com a realização dos MEGAEVENTOS, como Jogos Mundiais Militares em 2011, Jogos Mundiais dos Trabalhadores e Copa das Confederações ambos em 2013, da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolimpicos em 2016, estará, ou pelo menos já deveria estar, extremamente aquecido.

Esporte nas escolas

Um planejamento - e execução – da Política Esportiva, em especial na rede escolar, acarretaria de forma clara e direta melhora nos índices de educação, saúde e segurança, entre outros da população brasileira.

Nosso temor, Excelência, é que nosso País não venha a aproveitar adequadamente tão precioso cenário para se alçar à condição de potência esportiva, o que acarretaria em significativa melhoria da qualidade de vida de seu povo.

Os que militam no esporte, desde atletas até técnicos, profissionais de educação física, colaboradores e aficionados em geral, veem o panorama de ações dos Poderes Públicos com certa apreensão.

Cimento X Recursos humanos

Vem se pensando muito na quantidade do concreto necessária para erguer grandes obras de infraestrutura - necessárias, admitimos - mas muito pouco, ou quase nada, em termos de engenharia humana.

Há toda uma gama de trabalhos pela frente, especialmente no tocante à melhor ca-pacitação profissional de toda a classe de agentes do esporte envolvida.

Além da atual prioridade para a concretização de obras em detrimento da engenharia social, cremos, ainda, que os gestores do esporte terão dificuldades, nos próximos meses, para a execução de planos já elaborados e destinados ao fortalecimento do setor.

O grande obstáculo reside, a nosso ver, na descontinuidade administrativa, uma vez que o Brasil acaba de sair de um pleito eleitoral gigantesco.

As urnas democraticamente definiram nova presidente, novos governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Os interlocutores que administram os destinos do desporto mudaram, em boa parte.

Os eleitos, lógico, precisarão de tempo para entender projetos já em andamento e assegurar recursos de toda ordem. E tempo, devido à premência e urgência de atitudes, passou a ser artigo de luxo.

Vimos detectando, ainda, um descompasso do Brasil quanto às próprias leis do Brasil voltadas ao fortalecimento desportivo.

Profissional de Educação Física

Em setembro de 1998, o profissional de Educação Física foi oficialmente reconhecido como integrante de uma categoria diferenciada, uma Lei que possibilitou a organização dos Conselhos Federal, Estadual e Sindical da classe em vários estados da União.

À guisa de esclarecimentos, ressalta-se: a categoria abrange todos os que obtiveram diploma em Educação Física, Licenciatura e Bacharelado, atuantes na área de clubes, academias, personais, SESI, SESC, Treinadores e Instrutores Esportivos, de Artes-Marciais e Atividade Física, na área educacional, de saúde ou em, outros locais de trabalho, registrados em carteira, prestadores de serviços e profissionais liberais.

Voltando à análise, o que constatamos: que o Ministério da Educação não adota um sistema organizado, baseado na Lei, não exigindo que o Profissional de Educação Física tenha o devido registro nos Conselhos que regem a matéria.

Em Congressos realizados em Brasília pelo Ministério do Esporte, tivemos (a classe dos que fazem gestão de esportes) a oportunidade de salientar, em plenária, que o eixo de tal política deveria estar nas escolas, como acontece em países de primeiro mundo.

A proposta foi reconhecida, até acatada. Mas é de se questionar o grau de infraestrutura dos estabelecimentos de ensino e, no plano profissional, a  precarização das relações entre o capital e o trabalho.

O que rotineiramente se lê na mídia é que o Brasil está atrasado na realização de obras de infraestrutura e de construção de estádios.

Não é só isso. Antes fosse só isso. Com a política em curso, Excelência, a revelação de novos talentos do esporte será escassa pela não valorização de recursos humanos.

Propostas

Diante do exposto – e com total anuência da UGT – tomamos a liberdade de, dentro de uma filosofia construtiva, externar as seguintes moções:

- Que se adote uma Política Nacional de Incentivo ao Esporte nas escolas;

- Que se determine ao Ministério da Educação, a adoção de uma Política Nacional de Incentivo ao Esporte nas Escolas, com objetivo de desenvolvimento da personalidade das crianças e adolescentes, bem como hábitos de atividade física através do esporte, melhorando assim os índices de saúde e diminuindo os riscos de vulnerabilidade social.;

- Que se valorize a figura do Profissional de Educação Física, agente primordial de tal engenharia social;

- Que se cumpra a Lei que instituiu o Profissional de Educação Física enquanto categoria diferenciada na íntegra;

- Que se elimine a informalidade que, a exemplo de outros segmentos da economia brasileira, também campeia no Esporte, mediante severa fiscalização do Ministério do Trabalho em todos os seguimentos esportivos;

- Que haja harmonia de ações para que o Brasil possa encarar os desafios que se lhe apresentam de forma digna e oportuna, tanto na engenharia do cimento quanto na dos recursos humanos;

- Que os profissionais de Educação Física nas escolas sejam devidamente registrados no CREF – Conselho Regional de Educação Física – e Confef – Conselho Federal de Educação Física, inclusive como proteção para aqueles que venham a pra-ticá-los;

- Que o Ministério da Educação, atualize os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física), dando ênfase às práticas esportivas de base, tais como o atletismo, modalidade mãe de todas as outras, na medida em que lida com movimentos básicos do ser humano como andar, correr, saltar, arremessar e lançar, promovendo benefícios à saúde;

- Que na grade escolar, na parte relativa à educação Física, seja obrigatória a matéria atletismo;

- Que os profissionais de Educação Física tenham representante no Conselho Nacional de Esporte.

Na esperança de termos contribuído, de alguma forma, com a democrática e transparente administração de Vossa Excelência, apresentamos nossas mais sinceras e atenciosas saudações.

Respeitosamente,

José Antonio Martins Fernandes

Diretor de Esportes e Lazer da UGT e Presidente do Sinpefesp - Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região

Colaboraram na elaboração das moções as entidades:

CONFEF - Conselho Nacional de Educação Física

CREF4/SP - Conselho Regional de Educação Física – SP

FENAPEFI - Federação Nacional dos Profissionais de Educação Física, representando os sindicatos:

SINPEFESP - Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo

SINPEFRS - Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Rio Grande do Sul

SINPEFEPAR - Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Paraná

SINPEFEMT - Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Mato Grosso

José Antonio Martins Fernandes - Presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp)

 

 

FORTALECENDO O ESPORTE

nº 152 / Out/2011

 

Tenho no vereador Aurélio Miguel um exemplo de esportista e político que muito fez e vem fazendo pelo desenvolvimento do esporte enquanto ferramenta propulsora de educação, saúde e cidadania.

Prova disso foi a realização, por sua iniciativa, da Conferência “Os Rumos do esporte na Cidade de São Paulo”, realizada no último dia 12 de setembro, que reuniu expressivos profissionais de um setor cujo desenvolvimento se faz urgente, dado à realização de eventos de importância internacional em nosso país, como a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Vale ressaltar que o encontro foi promovido também pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Police Neto, e que foi efetivado no Salão Nobre daquela Casa de Leis.

Importante dar conhecimento à sociedade que entidades de categoria e representantes de universidades debateram, na ocasião, a valorização dos profissionais de educação física, bem como a adoção de políticas públicas para o esporte. O vereador Aurélio Miguel apontou deficiências no planejamento e na preparação para os dois grandes eventos acima mencionados. Em seu discurso, afirmou:

“É preciso trabalhar para garantir resultados positivos também após a realização dos dois grandes acontecimentos”.

O vereador está coberto de razão. Temos que aproveitar a boa maré para transformar o Brasil numa potência esportiva, fortalecendo os mecanismos de atuação de seus atletas e, também, dos profissionais envolvidos em todo esse cenário.

Fico feliz ao saber que a carta por mim endereçada à presidente Dilma, defendendo os interesses da categoria dos profissionais de Educação Física, foi lida e discutida pelos participantes.

As conclusões do debate serão devidamente encaminhadas às autoridades municipais afins, certamente dando novos – e sólidos – rumos ao desporto.

Como se vê, Aurélio Miguel não é apenas um campeão nos tatames. Com a realização, demonstrou sua especial sensibilidade para com as coisas do esporte e, através delas, com o desenvolvimento pleno do povo brasileiro.

Representantes das secretarias de Educação e de Esportes também participaram da 1ª Conferência Municipal de Educação Física, Esporte e Lazer.

As conclusões dos debates realizados no encontro serão encaminhadas às autoridades municipais.

José Antonio Martins Fernandes - Presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp)