TEORIA
E
TREINAMENTO
DE
CORRIDA:
RUNYOGA

Runyoga:
corrida
prazerosa
e
harmoniosa
que
segue
um
conjunto
de
princípios
e
definições,
com
base
no
ato
de
correr,
cujo
resultado
é
equilíbrio
físico,
mental
e
social.
Ato
de
correr:
passada
sincronizada
com
baixo
gasto
energético.
Correr:
movimento
em
que
há
momentos
nos
quais
os
dois
pés
estão afastados do
solo.
Andar:
movimento
em
que
sempre
há
um
pé
apoiado no
solo.
CONCLUSÕES
A
PARTIR
DAS
DEFINIÇÕES
Runyoga é
corrida.
Runyoga proporciona
saúde
e
qualidade
de
vida.
Se a
corrida
trouxer
desconforto,
cansaço,
algum
problema
ou
a
passada
não
for sincronizada,
não
é Runyoga.
Se o
principal
objetivo
for
competir
ou
superação,
então
o
prazer,
a
harmonia
e o
equilíbrio
físico,
mental
e
social
não
são
o
foco
mais
importante
da
corrida.
É
possível
que
surjam
problemas,
por
exemplo,
canelite,
tendinite,
dor
no
joelho,
fascite
plantar,
lombalgia,
hipoglicemia,
hipertermia,
distensão
muscular, overtraining,
infarto
e
morte
súbita.
Se houver
tais
conseqüências,
essa
corrida
não
é Runyoga.
Se o
corredor
utilizar
doping
para
melhorar
a
performance,
essa
corrida
não
é Runyoga.
Quem
aplica o
ato
de
correr
corre de
forma
leve
e ritmada.
Uma
pessoa
pode
andar
mais
rápido
do
que
outra
que
corre.
Correr
não
é
sinônimo
de
velocidade.
PRINCIPAL
FUNDAMENTO
DA
CORRIDA
O
ato
de
correr
é o
principal
fundamento
da
corrida.
MOVIMENTO
NATURAL
O
desenvolvimento
motor
da
criança
depende de
experiências
com
o
mundo
que
a
cerca.
Correr
é
um
movimento
natural
do
ser
humano
que
precisa
ser
exercitado
para
ser
aprimorado.
Se o
indivíduo
for induzido a
não
correr
na
infância
e
voltar
a
correr
somente
em
idade
adulta,
precisará
determinar
o
ato
de
correr
para
que
corrida
se torne
novamente
um
movimento
natural.
Se
isso
não
for
feito,
podem
acontecer
dores
e
lesões.
LIMITES
Cada
pessoa
tem uma
história
com
conseqüências
no
seu
físico
e uma
vida
contemporânea
com
compromissos
e
objetivos.
Isso,
aliado
à
genética,
impõe
limites
ao
corpo
e ao
treinamento.
Quem
aplica o
ato
de
correr
e
respeita
os
limites
termina a
corrida
sem
exaustão.
EMOCIONAL
Os
sentimentos
e a
afetividade
são
alavancas
para
as
atitudes
em
geral,
inclusive
para
correr.
INTERAÇÃO
COM
O
AMBIENTE
Interagir
com
o
ambiente,
tornando-o
agradável,
facilita a
corrida.
INTEGRAÇÃO
CORPO
E
MENTE
Correr
não
é
apenas
um
movimento
mecânico
que
pode
ser
ajustado
por
fórmulas.
Correr
depende da
integração
corpo
e
mente.
SENSIBILIDADE
E
DESCOBERTAS
Correr
adequadamente desperta
sensibilidade
e possibilita
que
o
corredor
descubra a
melhor
forma
de
correr,
de se
hidratar
e de se
alimentar.
TREINAMENTO
Correr,
sono,
alimentação
e
hidratação
são
componentes
do
treinamento
de
corrida.
Correr
fortalece o
corpo
e desenvolve
habilidades
de
corrida.
O
sono
é recuperador.
A
alimentação
repõe os
nutrientes
e é
fonte
de
energia
para
a
corrida.
III -
TREINAMENTO
INTEGRADO DE
CORRIDA
Treinamento
integrado: é o
treinamento
que
desenvolve as
habilidades
de
corrida
de
forma
natural,
prazerosa
e
harmoniosa,
através
da
própria
corrida,
aplicando o
ato
de
correr
também
em
subidas
e
descidas,
proporcionando
saúde
e
qualidade
de
vida.
Fortalecimento
sem
sobrecarregar
o
corpo
-
Um
eixo
imaginário
de
simetria
divide o
corpo
em
duas
partes
iguais.
Se a
passada
for sincronizada, os
movimentos
realizados
pelo
lado
direito
são
iguais
aos do
lado
esquerdo.
O
organismo
fortalecerá
sem
sobrecarregar
partes
do
corpo
e
não
surgirão
dores
e
lesões.
O
gasto
energético
não
é
demasiado,
o
que
livra
de
vários
problemas,
inclusive
graves.
Aumento
da
distância
percorrida - O
gasto
de
energia
é
pequeno
em
cada
passada,
por
isso
é
possível
correr
mais
tempo,
o
que
desenvolve a
capacidade
aeróbia
(produção
de
energia
pela
queima
dos
nutrientes,
principalmente
glicose
e
gordura,
pelo
oxigênio).
O
aumento
de
energia
possibilita
correr
distâncias
cada
vez
maiores.
Boa
condição
física
no
final
do
treino
-
Durante
o
treino,
o
corpo
produz
glicose
hepática
que
também
é utilizada
pelo
cérebro.
Além
disso,
como
a
passada
é sincronizada e o
gasto
de
energia
é
pequeno,
a
corrida
é
prazerosa
e
harmoniosa
e há
interação
com
o
ambiente,
o
corredor
termina o
treino
em
condições
físicas
e psíquicas
iguais
e
até
melhores
do
que
no
começo
do
treino.
Os
compromissos
pós-treino,
como
trabalhar,
se tornam
mais
produtivos.
Emagrecimento -
Em
corrida
com
menor
velocidade
e
com
distância
maior,
a
porcentagem
de
gordura
queimada
do
tecido
adiposo
pelo
oxigênio
é
maior
do
que
em
corrida
veloz
e
curta.
Portanto,
o
corredor
emagrece
mais
do
que
emagreceria se praticasse
com
esforço
e
velocidade
maior.
Fortalecimento
do
organismo
- O
aumento
das
distâncias
implica
em
exercitar
mais
o
coração,
fortalecendo-o.
Concomitante,
os
diâmetros
das
artérias
aumentam e o
número
de
artérias
também
aumenta,
havendo
maior
circulação
de
sangue
e
oxigênio,
portanto,
o
aparelho
cardiorrespiratório fortalece. O
sistema
imunológico
melhora
e o
organismo
fica
menos
vulnerável
a
doenças.
A
musculatura
das
pernas
também
melhora,
pois
está sendo exercitada, o
que
minimiza a
probabilidade
de
lesões.
Treino
de
musculação
em
aclive:
treino
em
subida
com
o
ato
de
correr.
A
principal
virtude
desse
treino
é o
fortalecimento
muscular
ideal
para
a
corrida,
sem
excessos,
pois
é
feito
através
da
corrida
norteado
pelo
ato
de
correr.
A
musculatura
do
joelho
fortalece e
não
ocorrerão
dores
e
problemas
nessa
parte
tão
delicada
e
essencial
para
o
corredor.
Treino
de
velocidade
em
declive:
treino
em
descida
com
o
ato
de
correr,
com
passada
longa
em
que
a
perna
vem de
trás
- utilizando a
aceleração
da
gravidade
- vai
para
frente,
a
planta
do
pé
toca
levemente
no
solo
e,
como
uma
mola,
impulsiona o
corpo.
Como
a
passada
é sincronizada e
sem
forçar,
pois
o
gasto
energético é
mínimo,
nenhuma
parte
é sobrecarregada,
nem
o
joelho.
O
corpo
flutua no
ar
em
alta
velocidade.
O
batimento
cardíaco
é
baixo.
Além
de
ser
treino
de
velocidade,
aprimora a
sincronia
da
passada.
Isso
tornará o
corredor
mais
veloz.
Ato
de
correr
pode
ser
veloz
- Se
um
corredor
descer
um
km
em
3
minutos
sincronizadamente e
com
baixo
gasto
energético, está praticando o
ato
de
correr.
Correr
é
um
descanso
-
Além
da
melhora
física,
a oxigenação e a
glicose
no
cérebro,
entre
outros
fatores,
minimizam o
estresse
e trazem
bem-estar.
Correr
passa
a
ser
necessidade
e,
em
vez
de
cansar,
é
um
descanso
e
um
meio
de
relaxar.
Número
de treinos
por
semana
– Há
quem
diga
que
bastam 3
vezes
por
semana,
porém,
como
treinar
dessa
maneira
é
um
descanso
e
um
momento
de
paz,
o
corpo
pede
para
treinar
diariamente. Se houver
férias
de
trabalho
ou
escola,
o
organismo
solicitará
para
treinar
todos
os
dias
e
por
mais
tempo.
O
destino
é a ultramaratona – Se os
compromissos
e
conseqüente
falta
de
tempo
para
correr
não
forem
obstáculos
intransponíveis,
as
distâncias
percorridas
serão
cada
vez
maiores,
sendo
possível
correr
mais
do
que
42
km
em
perfeitas
condições.
Participação
em
grande
número
de
corridas
– A
condição
física
e a
sensibilidade
adquiridas permitem
que,
se o
corredor
quiser, participe de muitas
corridas
e termine todas
em
perfeitas
condições.
Essas
corridas
ajudarão a
melhorar
ainda
mais
a
condição
física,
trarão
experiência
e motivação
para
treinar,
além
de servirem de
lazer.
Runyoga e competição –
Quem
corre seguindo os
princípios
da Runyoga tem o
corpo
adaptado,
respeita
os
limites,
tem
sensibilidade
para
correr
e,
por
isso,
se tiver
potencial
genético,
pode
competir,
atingir
o
objetivo
e
concluir
em
boas
condições
físicas
a competição.
Como
treinar:
treino
contínuo
progressivo
O
treino
depende da
condição
física
e das
habilidades
de
cada
corredor.
Pela
teoria
acima,
o
desenvolvimento
é
natural,
contínuo
e
progressivo.
Suponhamos
que
um
cidadão
que
nunca
correu esteja
em
más
condições
físicas.
Elaboremos
um
planejamento.
A
primeira
providência
é
determinar
o
ato
de
correr
específico
desse
cidadão.
Se
não
conseguir
determinar
o
ato
de
correr
sozinho,
pode
ser
acompanhado
por
quem
pratica Runyoga e sabe
determinar
o
ato
de
correr
de
outrem.
O
praticante
correrá
com
ele.
A
velocidade
pode
ser
próxima
à
velocidade
de
andar.
Determinado
seu
ato
de
correr,
percorre
pequenas
distâncias
em
terreno
plano.
A
evolução
natural
e
gradativa
desenvolverá a
capacidade
aeróbia,
fortalecerá o
organismo
e refinará
suas
habilidades,
fazendo
com
que
o
movimento
sincronizado e adequado,
com
pequeno
gasto
energético, seja incorporado
pela
pessoa.
Depois
disso, deve
praticar
o
ato
de
correr
em
aclive,
com
pouca
inclinação,
para
fortalecer
os
músculos
utilizados na
corrida.
A
próxima
etapa
é
aprimorar
a sincrozinação e
aumentar
a
velocidade
treinando
em
declive,
com
pouca
inclinação.
Esse
treino
é dificílimo
pois,
na
descida,
quem
não
tem
habilidade
tenta
frear
com
medo
de
cair.
Se
frear,
terá inúmeros
problemas.
Se
não
conseguir
treinar
sozinho
em
declive,
pode
ser
acompanhado
por
quem
pratica Runyoga e sabe
conduzir
a
outra
pessoa
para
que
adquira
tal
movimento.
Se o
corredor
não
conseguir
realizar
ato
de
correr
em
declive,
deve substituí-lo
por
ato
de
correr
em
plano
ou
aclive.
Esse
treinamento
realizado do
início
até
o
treino
em
declive
é
um
alicerce
inabalável.
A
partir
daí, o
corredor
pode
determinar
o
próprio
treino
por
toda
a
vida,
que
será
longa
e
saudável.
IV -
TREINO
FICTÍCIO
DE
QUEM
NUNCA
CORREU
Com
o
objetivo
de
exemplificar
e
tornar
palpável
a
visualização
de
um
treino
para
quem
nunca
correu
ou
não
gosta
de
correr,
abaixo
está
um
treino
fictício
do
que
poderia
ser
um
treino
de Runyoga. O
ideal
é
correr
diariamente e
não
seguir
uma
fórmula
pré-estabelecida.
É
um
treino
de 3 meses de
um
iniciante
sem
nenhuma
habilidade
de
correr
e
com
apenas