ATIVIDADE FÍSICA
o jornal da vida saudável

TREINAMENTO
PARA
MEIA
MARATONA
Professor
Nelson Evêncio
Depois
dos
primeiros
trotes,
da
inesquecível
estréia
em
uma
prova
curta,
de algumas boas
provas
de 10
km,
uma
ou
duas
corridas
de
São
Silvestre,
dois
anos
de treinos
com
regularidade, da
melhora
de
seus
tempos
pessoais,
o
que
virá?
Qual
será o
próximo
desafio?
Maratona?
Sem
antes
encarar uma boa
Meia
Maratona e
fazer
um
tempo
razoável,
nem
pensar!
Atualmente,
enfatizam-se
assuntos
como
melhorar
seus
tempos
nos
10
km,
comentam-se as tão
especiais
e divertidas
provas
de
revezamento,
trocam-se
experiências
emocionantes
entre
as
pessoas
que
completaram a
maratona
(ainda
que
algumas
vezes
mal
preparadas), as
tais
ultramaratonas (infelizmente,
a
maioria
dos
amadores
se habilitam
sem
um
treinamento
adequado e
sem
ter
um
mínimo
histórico
de
provas).
Porém,
fala-se
muito
pouco a
respeito de uma
prova
tão
atrativa e
importante
quanto a
Meia
Maratona.
Particularmente,
gosto
muito
de
treinar
corredores
para
esta competição,
pois, além
de
ser
um
grande
desafio,
é uma
distância
que
se enquadra
muito
bem no
perfil
da
maioria
dos
corredores
amadores,
sobretudo
por
não
terem
disponibilidade
para
treinar
mais
de 4
vezes
por
semana.
Outra
grande
vantagem
é a
recuperação
que
é
muito
mais
rápida
do
que
a de uma
Maratona
e os
riscos
de
lesão
são
bem
menores.
O
ritmo,
a
intensidade
de treinos e a
prova
são
menos
sofridos
que
as de 10
km.
Se
você:
(a)
não
dispõe de 5
dias
semanais
para
treinar;
(b)
não
tem
paciência
ou
facilidade
para
encarar
treinos
muitos
longos;
(c) detesta
sofrer
em
treinos e
provas
menores
visando
tempo,
recomendo
que
encare o
desafio
da
Meia.
Por
outro
lado,
se é
um
corredor
experiente
e
que
prioriza as
provas
mais
longas, diria
que,
se
não
se
beneficiar
das
provas
de
Meia
Maratona
como
preparatórias, estará cometendo
um
grande
erro.
Mas,
afinal,
como
é o
treino
para
Meia
Maratona?
Para
os
atletas
profissionais,
não
muda
tanto
em
volume
com
relação
à
Maratona.
Basicamente, o
que
mudam
são
as
distâncias
dos treinos
longos,
assim
como
a
quantidade
de
repetições
que
é
menor,
e a
intensidade
nos
treinos intervalados é
maior.
A
título de
ilustração,
não
é
difícil
um
corredor
profissional
chegar
aos 160/170
km
semanais
ou
mais,
mas
a
maioria
de
nós
mortais
não
dispomos de
tempo
para
treinar
tanto,
muito
menos
de
preparo
físico
para
completar
sequer
a
metade
disso.
Para
os
amadores,
depende
muito
do
tempo
final
pretendido.
Em
geral,
mantendo-se uma boa
velocidade
média
para
concluir
a
prova
com
tranqüilidade
e
segurança,
a quilometragem variando na
casa dos
40 a 45
km
semanais,
divididos
em
4
dias,
já
é
suficiente.
Normalmente,
para
quem
nunca
percorreu a
distância,
o
treino
mais
longo
que
costumo
preconizar
é de 18
km.
Pode
ser
uma
ou
duas
vezes
antes
da
prova,
com
intervalo
de,
pelo
menos,
15
dias
entre
eles
e, no
mínimo,
15
dias
antes
da
prova.
Para
aqueles
que
costumam se
utilizar
do
tempo
como
referencial, 1:50 a 2:00
horas de
treino.
Para
aqueles
que
já
fizeram a
prova
e possuem
um
bom
lastro
de
treino,
aproximadamente 50
km
semanais,
com
dois
treinos
longos
variando
entre
21 e 24
km,
também
com
intervalo
de duas
semanas
até
a
prova.
Já
treinei
amadores
que
dispunham de 4
dias
por
semana
para
correr
e
mais
2
para
se
dedicar
à
musculação,
sendo
que
em
uma dessas
sessões
de
musculação
foi adicionada uma
corrida
na
esteira
de 1
ou
2
km
para
aquecimento,
e
outra
de 2
ou
3
km
para desaquecimento.
Para
estes
alunos,
o
volume
de
treinamento
chegou a
um
patamar
bem
mais
elevado,
como
65, 70 e
até
mesmo
85
km
semanais.
Ainda
sobre
o
número
de treinos
por
semana,
é
preciso
deixar
muito
claro
o
seguinte:
é desnecessário
correr
todos
os
dias,
pois dificulta a
recuperação
e gera
um
cansaço
prejudicial
a
um
bom
resultado.
Para os
amadores,
é
fundamental
separar,
no
mínimo,
1
dia
por
semana
para
descanso.
Em
geral,
para
a
maioria
que
tem
apenas
4
dias
semanais
disponíveis,
e
nenhum
para
a
musculação,
costumo
utilizar
o
horário
do
próprio
treinamento
de
corrida
para
incluir
um
trabalho
que
chamamos de
Preparação
de
Força
Especial
ou
de
Preparação
Neuro-muscular.
Este
tipo
de
fortalecimento
aumenta
a
resistência
muscular ao
esforço,
assim
como
é
indispensável
para
a
prevenção
de
lesões
e
melhora
no
desempenho.
Além
dos
membros
inferiores
(coxas
e
pernas),
devem
ser
fortalecidas todas as
regiões
do
corpo,
principalmente
a
região
da
coluna
lombar
e a do
abdome.
Para
os iniciantes, uma
prova de
Meia
Maratona
a
cada
semestre
é uma boa
pedida,
sempre
utilizando
provas
menores
entre
elas.
Para as
pessoas
mais
experientes,
duas
ou
quatro
Meias
por
ano
está de
bom
tamanho,
sendo duas
por
semestre.
Considerar
que
o
ápice
da
forma
física
só
será
possível
em
duas delas, servindo uma do semestre
apenas
como
um
treino
mais
forte
e
um
estímulo
para
estar
motivado
durante
todo
o
ano.
Igualmente,
considerar
outras competições de
menor
distância
como
teste
e
treino.
Após
a
prova,
costumo
recomendar
caminhadas
e/ou
duas
ou
três
corridas
leves
(trotes)
durante
a
semana.
Treinos
mais
intensos
ou
mais
longos,
somente
após
a
segunda
semana.
Há
inúmeras boas
opções
de
Meia
Maratona
no Brasil e no
exterior.
Vale
a
pena
investir
nesta
distância
e
considerar
estas
provas
como
as
suas
principais
do
ano!
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