MATÉRIAS DE OUTUBRO DE 2013 - NÚMERO 170
Atividade Física - O jornal da vida saudável

 

 

CORPORE

 

Dr. David Cytrynowicz -Presidente da CORPORE

Dr. Amadeu Armentano - Presidente do Conselho Deliberativo da CORPORE

Prezado(a) corredor(a),

 

Hoje resgate, resgate de parte “Heróica” da corrida, tanto de rua, quanto de pista.

No início dos anos 50, em nosso Estado, mais precisamente em cidades da chamada Alta Paulista, como Pacaembu, Flóri-da Paulista,  Dracena, Adamanti-na, Junqueirópolis e tantas outras, as provas de pista e rua já aconteciam, com regularidade nem pensada na cidade de São Paulo.

O interior estava na frente, e como estava na frente.

Provas de 5 Km e 10 Km em rua eram comuns, constantes e muito apreciadas.

Imaginem, em 1950, na cidade de São Paulo, além da São Silvestre, que sempre foi e é “A Prova”, criação de Casper Líbero, o que tínhamos eram provas de Bairros, com repercussão limitada aos mesmos.

Na Alta Paulista, já não era assim. As corridas eram eventos esperados, com atletas em número de 50 a 100, o que, para a época, era muito bom.

Todos uniformizados, provas organizadas com esmero e com o melhor que a técnica do início dos “Dourados Anos” permitia.

O melhor corredor da época, na região, era Takeshi Matsu-da, que destacava-se, pasmem, nos 800 ,1.600, 3.000, 5.000 e 10.000 metros, provas disputadas tanto em pista quanto em rua.

O outro melhor corredor da época, na região, Kazuo Aizawa, fomos encontrar na Cidade de Ouro Verde, região de Dracena, contando com pouco mais de 7.000 habitantes, em sua bonita propriedade, “Sítio Aizawa”, no bairro Maracanã.

Entre plantações, conversamos e como conversamos, ouvindo com atenção, a emoção do Sr. Kazuo Aizawa relembran-do fatos, datas, lugares.

Proprietário rural dedicado, mas antes de tudo, corredor.

Uma vez corredor, sempre corredor.

Contando façanhas da é-poca sobre equipes de atletismo, da particular e tradicional rivalidade com o amigo Takeshi, da Cooperativa CAMDA, revive, co-mo se fosse levantar, já pronto para largar mais uma vez.

Corrida no sangue, corrida na vida, exemplo de vida calcada em valores que só o esporte dá.

Saudável vida, desde uma época em que muito mais que hoje, o esporte era visto como coisa de somenos importância.

Histórias como a do corredor Kazuo Aizawa, são raras, e as que conseguirmos resgatar devemos preservar como NOSSO TESOURO.

 

 

Jubileu de prata do ouro de Aurélio Miguel

 

 

                                                         

Prof. Roberto Losada Pratti - Diretor do jornal Atividade Física

 

Há 25 anos, na Coréia do Sul, Aurélio Miguel salvou a honra nacional. Judoca paulistano, aos 24 anos, o competidor nascido e criado na Vila Sônia (Butantã)

foi o único atleta do Brasil a conquistar medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Seul. O Brasil trajou quimono e vergou-se frente ao talento do lutador que vira seu sonho olímpico desfeito quatro anos antes, quando foi impedido de disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles. “Não pude evitar de pensar que a medalha de Seul poderia ter sido a minha segunda medalha olímpica”, disse o hoje vereador do segunda maior casa legislativa do País (perde só para Brasília).
Certo é que Aurélio Miguel voltou ao pódio olímpico em 1996, conquistando medalha de bronze nos Jogos de Atlanta. “Podia ser a terceira”, brincou o maior judoca do Brasil em todos os tempos e que é o único do País a figurar no Hall da Fama da Federação Internacional de Judô ao lado de figuras como Jigoro Kano, japonês criador da modalidade nascida do jiu-jitsu. As conquistas do atleta que começou a lutar no São Paulo FC aos quatro anos foram muitas, como por exemplo dois vice-campeonatos mundiais, mas não facilitaram sua vida fora dos tatames. Sua luta por melhores condições para os atletas o prejudicaram sempre. “Mas faria tudo da mesma forma. Vendo o que hoje é o judô, creio que valeu a pena brigar por mais democracia no esporte e maior respeito aos atletas”, declarou.
O judoca considera que disputar os Jogos Olímpicos deposita sobre os ombros dos atletas uma carga extra de responsabilidade muito forte. “Por isso que há atletas de excelência que nunca se deram bem em Olimpíadas. Para uma competição desse tipo carrega-se o sentimento da Pátria, o que é um diferencial enorme”, comentou Aurélio Miguel. No ano em que completa 25 anos da primeira medalha de ouro olímpica  do judô brasileiro (a primeira foi o bronze de Chiaki Ishii, em 1972), Aurélio vê com alegria o desenvolvimento do judô feminino nacional. “Dá gosto de ver esse crescimento. As meninas do judô sempre contaram com o meu apoio. Elas sofreram muito para chegar até aqui”, completou.

 Pequenos grandes atletas III

 

 

Ariane Losada Pratti – Editora do jornal Atividade Física

 

Este é o 3º mês da seção " Pequenos Grandes Atletas". Veja como participar aqui.
    Confira também os vídeos mandados pelos próprios leitores, como o vídeo  do Murilo da Equipe Marcha Lenta, de Botucatu, Nele, o corredor demonstra que também sabe dançar muito bem! (1ª foto)
.Outro vídeo será produzido para o Natal. Por isso, se ainda não mandou suas fotos ou vídeo, ainda há tempo!
Novas fotos e enquetes todas 5ªs feiras. As fotos dos Pequenos Grandes Atletas mais votadas na enquete do site serão destacadas na capa dele, além da capa do álbum do Facebook e irão para o jornal impresso. semanalmente, na 4ª da semana seguinte.Mais fotos e seus detalhes no site.
Veja na página inicial do site a atualização do calendário de corridas  que consta neste jornal. Embora seja fim de ano, ainda há diversas corridas infantis para você levar seu filho.

Clique aqui para ver as demais fotos e respectivas informações sobre elas, no link Pequenos Grandes Atletas.

                                                                 

Mitos e recordes da maratona

                                                               

Ariane Pratti- Corredora e redatora do jornal Atividade Física \Rosa Domingos Stancati

O recorde obtido na Maratona de Berlim no dia 29 de setembro, 2h03min23s, representa uma média de 2min56s/km, o que significa correr 10 km em 29 minutos e 25 segundos.
Há poucas décadas, o per-curso de 42,195 km era recheado de mitos e mistérios.
Ao falar a palavra maratona, era comum citar o guerreiro grego que percorreu a distância de Atenas a Marathon, morrendo em seguida.
Havia o mito da barreira de 30 km na literatura esportiva.
Diziam que o maratonista era um corredor lento.
Havia quem afirmasse que  a maratona exauria e alguns sentiam prazer em dizer que ficaram arrebentados durante meses depois de correr a maratona.
Hoje, a corrida ganhou a-deptos e é recomendada pela ciência para proporcionar saúde e qualidade de vida.
O conhecimento, a tecnologia e o treinamento evoluíram e são de domínio não só de atletas profissionais, tornando a maratona popular e os eventos contam com dezenas de milhares de maratonistas se movimentando em busca de saúde


Como se preparar para uma maratona

Assessoria Esportiva Valdir Camargo

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(11) 97687-2483 / 98298-5666

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Se você não preparar seu corpo para as exigências da corrida, então não pode esperar que esteja pronto para suportá-las.

Se Os treinos para a maratona( corrida com 42 km), não forem bem elaborados ,  provocam um desgaste extremo para o corredor, podendo se machucar caso não esteja bem preparado, correndo o risco inclusive de sofrer uma lesão que o tire da atividade física. Sendo assim, a preparação deve ser minuciosa e progredir conforme o desenvolvimento de cada indivíduo nos treinos.

Já o período de treinamento deve ser de 6 a 8 meses, com trabalho diversificado, para estimular velocidade, resistência e ritmo. O ideal são 4 ou 5 sessões de treino por semana, incluindo trabalho de fortalecimento e circuito e musculação. A planilha de treino deve ser elaborada a cada semana, conforme o desenvolvimento da pessoa, que determinará a evolução na distância.O local de treino inclui plano, grama e terra, evitando o asfalto.

Na segunda metade da preparação, deve-se aumentar o espaço entre as distâncias e focar na qualidade da corrida, estipulando ritmos. O ideal é que, chegando próximo à maratona, a pessoa já tenha percorrido essas distâncias no ritmo que deverá fazer na prova, frisando que essa fase final da preparação deve ser um ensaio para a maratona.

Treinar para uma maratona requer meses de treinamento.Falando de forma bastante simples, treinar para uma maratona é preparar o seu corpo para correr 42 km. Além do trabalho físico que seu regime de treinamento prescreve, essa preparação geralmente abrange:

Treino de intensidade curta no início da semana, tiros longos no meio da semana, e um longo estimulado de acordo com seu condicionamento, no fim de semana.

As planilhas e os treinamentos devem ser individualizados, respeitando a capacidade de cada um. Uma planilha não serve para todos, pois cada um é diferente e caberá ao seu técnico elaborar seus treinos.

 

São Paulo na luta para transformar o Brasil em potência olímpica

 

Mauro Roberto Chekin

Presidente da Federação Paulista de Atletismo

Unido, o atletismo brasileiro segue em seu trabalho de superar obstáculos e aprimorar, cada vez mais, a infraestrutura daquela que é a modalidade considerada mãe de todas as outras, pois lida com movimentos básicos do ser humano como andar, correr, saltar, arremessar e lançar.

São Paulo está devidamente comprometido com essa filosofia de fortalecimento.

Considera importante o avanço sustentável da prática desportiva não apenas no sentido de ganhar medalhas, mas, também, para massificar o atletismo e incentivar o povo brasileiro a melhorar sua qualidade de vida através do esporte, que traz saúde, educação, cultura, inserção social e cidadania.

O estado bandeirante é o centro das grandes realizações no atletismo. Tem um calendário de atividades figurando entre os mais completos da América Latina e abrangendo as mais diversas categorias.

Não é por acaso, portanto, que São Paulo responde por cerca de 80% dos selecionados brasileiros da modalidade, do mirim ao adulto (de alto rendimento).

Está de parabéns a nossa Federação, que procura, através de vigorosas parcerias com o Governo do Estado e sua competente Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, comandada de forma brilhante pelo secretário José Auricchio Junior.

O Centro de Excelência Esportiva paulista é um verdadeiro celeiro de grandes atletas. E a realização dos Jogos Escolares, reunindo milhares de crianças e adolescentes, são duas iniciativas da Secretaria e do Governo que mantêm o Estado como carro-chefe da Nação no atletismo.

Recentemente, tivemos a oportunidade de participarmos de uma reunião de avaliação feita nas dependências da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), sob o comando de seu presidente José Antonio Martins Fernandes, o Toninho.

Na ocasião, houve um estudo minucioso da atuação brasileira em campeonatos internacionais ao longo de 2013: Mundial de Atletismo de Moscou (Rússia), Mundial de Menores de Donetsk (Ucrânia) e Sul-Americano de Adultos de Cartagena (Colômbia).

As participações brasileiras foram consideradas boas no Sul-Americano (onde a Seleção Nacional foi campeã) e no Mundial de Menores (Vitor Hugo dos Santos conquistou a medalha de prata nos 200 m).

Quanto à preparação para o Mundial de Moscou, as análises mostraram bons resultados dos campings de treinamento.

Todos os campings e competições solicitados pelos treinadores foram realizados.

Houve campings na Colômbia e Bolívia, para treinamento em altitude dos maratonistas; Alemanha, de velocidade e revezamento; Espanha e Portugal, de saltos horizontais; Itália, salto com vara.

Os bons resultados em provas que levaram atletas do País a ficar entre os oito primeiros no Mundial foram realçados.

Seis atletas ficaram entre os oito primeiros em provas individuais. No salto com vara masculino, Augusto Dutra foi também para a final, embora não tenha se classificado entre os oito primeiros. Os revezamentos 4x400 m masculino e 4x100 m feminino também conseguiram um lugar na prova final.

Com o pleno engajamento de São Paulo enquanto principal potência da modalidade, estamos certos de que o nosso País, a curto e médio prazo, se fortalecerá muito, tornando-se a potência olímpica que tanto desejamos.

É continuar trabalhando nesse sentido, com transparência e democracia participativa.

Como começar a correr

 

Carlos Ventura - Técnico de Atletismo

Para exigirmos esforços físicos do nosso corpo existe a necessidade da adaptação física para enfrentar as alterações.
Quem não está habituado a correr necessita de adaptação, não pode simplesmente sair correndo.
É fundamental saber a distância, o tipo de terreno, o check-up médico em esforço, não simplesmente uma avaliação do médico. Sugiro sempre que a avaliação médica seja feita por um profissional da área esportiva.
O físico de um sedentário não está adaptado à corrida, portanto, não fazer um planejamento nem se acercar de segurança é uma aventura arriscada.
É prudente começar com caminhadas, principalmente pessoas com mais idade.
O controle dos batimentos cardíacos é prioritário. Sugiro sempre a medição dos batimentos, que devem estar em condição aeróbia (não ofegante), antes do aquecimento, logo após o aquecimento e no início da corrida.
O uso excessivo de agasalhos não é aconselhável, pois o corpo precisa respirar.
Qualquer programa de corrida deve começar com corridas longas e lentas, preferencialmente em terreno plano. Quando corremos lentamente estamos preparando o coração para ficar hipertrofiado adequadamente.

 

 

  Prof. Fabio Luis Vasconcelos:-  minha homenagem a um amigo

 

Prof. Luis Tavares

No final de 1994, um menino de 17 anos me procurou com objetivo de treinar e ser um grande atleta. Seu nome era Fábio Luis Vasconcelos, o nosso Professor Fabinho.
Ele morava em Embu das Artes e em razão da dificuldade e gastos com a condução para se deslocar até os treinos da equipe no Parque do Ibirapuera, ficou combinado que eu enviaria sua planilha de treinos mensalmente pelo correio. Por muito tempo nosso contato foi por telefone e por cartas, visto que naquela época nem se cogitava a tecnologia do mundo atual, como Internet, Facebook, sms, etc.
Já reconhecia nele uma disciplina genuína, pois cumpria estritamente todos os treinos da planilha que lhe enviava no final do mês. Quando tinha dúvidas, me ligava e eu explicava direitinho o que fazer. Num certo mês, o correio entrou em greve e ele telefonou pedindo o meu endereço para vir buscar a planilha pessoalmente. Fabinho era realmente disciplinado, pois tinha uma característica acentuada: comprometimento.
Passaram-se alguns anos de treino, evolução e amizade. Um dia o Fabinho me ligou com certa naturalidade para me comunicar que ficaria alguns dias sem treinar porque havia sofrido um pequeno acidente de trabalho. Ao questioná-lo sobre o acidente ele apenas disse que uma chapa de metal havia caído em sua mão decepando-lhe um dos dedos. Da forma como ele relatou, até senti que era algo normal, mas depois imaginei a cena e comecei a passar mal com a sua tragédia.  Impressionante su-a calma diante de momentos que julgamos difíceis e essa era mais uma de suas características: serenidade.
Em 1998 o Fabio começou a frequentar o local de treino no Ibirapuera, justamente pela necessidade de treinar com outros colegas do mesmo nível para sua evolução. Era um atleta talentoso que subiu várias vezes nos pódios, fazendo tempos espetaculares para um amador, como 2 horas e 28 minutos em maratona. Nesse mesmo ano ele correu a maratona de SP para me puxar, me aguardou no km 22 e de lá me acompanhou até o final. Nunca esqueci desse gesto que passei a difundir entre meus atletas: companheirismo.
Mas o Fabinho, como todo ser humano, também tinha suas tristezas. Por conta do seu acidente, ele teve de se aposentar por invalidez e estava cabisbaixo por não poder trabalhar normalmente. Foi aí que passei a oferecer uma ajuda de custo para ele poder vir treinar no parque. Em troca ele me ajudaria na limpeza de colchonetes, arrumação dos materiais, etc. Nossa amizade cresceu muito e era genuína a gratidão que ele nutria por nós. Assim conheci outra característica marcante do Fabinho: lealdade.
Aqui abro parênteses para um desabafo pessoal: todos nós, profissionais que lidamos com o público, estamos sujeitos às críticas, sejam elas justas ou injustas. Sempre tento de alguma forma ajudar as pessoas ao meu redor e muitas vezes me decepciono e recebo críticas injustas que me magoam profundamente. Quem me conhece sabe que não tenho inimigos na vida, apenas tento fazer o meu trabalho sem criticar o trabalho alheio, pois entendo que o mundo é repleto de diversidade e há espaço para todo mundo crescer. Isso se chama ética. Aqui fecho esses parênteses para dizer, sem modéstia, que considero o Fabinho o meu pupilo e que ele teria um futuro brilhante como treinador, pois uma coisa ele colocaria em primeiro lugar na sua profissão: ética.
O Fabinho passou no vestibular para Educação Física em 2008 e estava radiante de felicidade. Assim como na corrida, comprometeu-se com os estudos e chegava a destinar até 80% do seu salário com as mensalidades da faculdade. Estava investindo em si e em seu futuro. Nunca vi o Fabinho reclamar, falar mal da vida, adotar postura de vítima diante das circunstâncias. Mais u-ma característica marcante do Fabinho: otimismo.
No final de 2012 ele se formou na faculdade, estava radiante como uma criança que ganhara um presente. Tinha até con-seguido sua inscrição no CREF. Ele realmente havia batalhado por isso e estava satisfeito e com a autoestima lá em cima. Como recompensa, providenciamos o visto americano para que no começo de 2014 ele pudesse ir conosco para a Disney. Seria fantástico!
Digo “seria” porque os fa-tos infelizmente interromperam sua corrida da vida.
Na sexta-feira, dia 30 de agosto, recebi uma ligação do irmão do Fabio informando tragi-camente a sua morte em razão de um acidente envolvendo três caminhões e o ônibus em que estava com a nossa querida Rosangela Figueiredo (até o momento ela ainda está hospita-lizada, mas fora de perigo de morte). Os dois iriam participar das 10 Milhas Garoto em Vitória/ES. Pensei em tudo, até no fato dele ter falado que iriam de ônibus porque de carro seria mais perigoso. Meu chão sim-plesmente sumiu. Meu amigo de quase 20 anos de boas viagens foi embora. No dia do seu enterro não saí do lado do seu caixão. Foi muito triste. Senti o carinho e a consideração das pessoas e vi de perto a dor de uma mãe pela perda do filho. Foi ela quem pediu para que ele fosse ente-rrado com a camisa da equipe, pois ela sabia como todos nós fomos importantes na vida dele.
Não sei como concluir, gostaria muito de continuar contando a história do Fabinho, estendê-la mais e mais, porém isso já não é mais possível, não depende mais de nenhum de nós. Sou professor de Educação Física, oriento profissionalmente meus alunos de corrida, mas gostaria que desta vez me perdoassem, pois tomei uma decisão inusitada: mesmo sem tempo para um treinamento adequado correrei a Maratona de São Paulo em homenagem ao professor Fábio. Será minha for-ma de dar um último adeus, pois tenho certeza que ele estará mais uma vez comigo nesse dia!
 

 

 

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Atividade Física já!

 

Verdades e mitos

Rosana Gidugli Varga - Carlos Alberto da Silva  ultramaratonistas

Nesta oportunidade seguem Mitos e Verdades referentes à prática de Atividade Física:
1 - Na véspera de provas: devemos alterar nossa dieta?
MITO- De forma geral, a duração da prova não deve influenciar o cardápio de véspera. Alimentos que não são de costume não devem ser adicionados à dieta. A hidratação é fundamental, e, pode ser feita com água, sucos, água de coco e de forma frequente.
2 - Nas provas de endurance (resistência), podemos ingerir uma quantidade excessiva de carboidratos na véspera de uma prova?
MITO- Nem no caso de provas de endurance, não adianta comer demasiadamente na véspera de prova. Isso porque o organismo não tem capacidade de estocar tanto glicogênio de uma vez. Há um limite. Portanto, não adianta na véspera de uma prova ingerir alimentos em excesso tendo em vista que pode acarretar em indisposições; dor de barriga; diarreia; azia. O ideal seria alimentar-se com um prato de massa com uma proteína magra, sem gorduras. E, de preferência, sem a ingestão de bebidas com teor alcoólico.
3 - O gasto energético é maior com atividades físicas realizadas em temperaturas mais frias em comparação às mais brandas?
VERDADE- Estudos indicam que o gasto energético durante atividades físicas realizadas em temperaturas frias seria maior comparativamente à ambientes mais quentes, devido à necessidade de regular a temperatura corporal e de manter aquecido o ar respirado. Porém, essa discrepância é relativamente baixa.
4 - Em temperaturas mais frias podemos deixar a hidratação em segundo plano?
MITO- Apesar de quando temperatura está baixa termos a falsa ideia de que não precisamos nos hidratar devido à diminuição da vontade de ingerirmos água. Ainda, assim, grande quantidade de água está sendo perdida para umidificar ar nos pulmões, e, com o agravante de urinarmos mais vezes, pois temos a consequente diminuição da sudorese.
5 - A desidratação pode resultar em processo de fadiga?
VERDADE- A desidratação pela baixa ingestão de líquidos desencadeia o processo de fadiga e também provoca a diminuição do volume sanguíneo, comprometendo o metabolismo.
6 - No período de gestação, a atividade física regular deve ser suspensa?

MITO- No período de gestação, o objetivo dos treinos é a manutenção da condição física e do bem- estar físico e psicosocial da gestante. Existem inúmeros benefícios à prática regular de atividades físicas, dentre as quais, a mãe controla o peso, tem maior equilíbrio emocional. Desenvolve maior tolerância ao estresse dentre outros. Porém, é necessária uma orientação profissional para avaliar a intensidade e tipo dos exercícios liberados.

7 - Comer massas desacelera o metabolismo?
MITO- A massa é alimento fonte de carboidrato e sua ingesta mantém o metabolismo com funcionamento adequado. São a principal fonte de glicose para o organismo e combustível para o Sistema Nervoso Central; hemoglobinas e outras funções.
 8 - Devemos restringir os carboidratos da dieta?

MITO- Muitos estudos afirmam que é o excesso de calorias, e não o de carboidratos, o responsável pela obesidade. A combinação de carboidratos, lipídios e gorduras (Macronutrientes) em equilíbrio são muito importantes para uma dieta saudável. Além do mais, dietas muito restritivas em carboidratos podem não ser seguras a longo prazo. Por outro lado, recomenda-se a predominância de carboidratos oriundos das frutas e dos carboidratos integrais em vez dos refinados (brancos). Ex: arroz, pães, massas, farinha, trigo, centeio, cevada, amaranto. Os carboidratos simples, como os refinados e açúcares são mais rapidamente ingeridos até 2 h após o exercício.

 

Limite máximo de vida

 

Dr. Ruggero Bernardo Guidugli

www.atividadefisica.net/ruggero-news

Recente pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP aponta que diante do aumento da expectativa de vida da população é fundamental o tratamento preventivo de doenças crônicas.
O geriatra Alessandro Cam-folina, autor do trabalho, concluiu que os idosos em São Paulo estão vivendo com menor qualidade de vida por falta de políticas públicas eficientes voltadas para essa faixa etária.
O envelhecimento não pro-voca doenças, mas diminui a funcionalidade dos órgãos. Elas aparecem quando são desrespeitadas as regras de prevenção, co-mo alimentação inadequada, vi-da sedentária, abuso do tabaco e bebidas alcoólicas, estresse, poluição ambiental, entre outros fatores.
Para a ciência, é fundamental o retardo do aparecimento dessas doenças, chamado de compressão da morbidade, visto que elas vão provocar a morte.
A população humana a-presenta um limite máximo do tempo de vida ainda não estabelecido com precisão .
À medida que todos os fatores de risco para as doenças vão sendo diminuídos, a população tende a se aproximar cada vez mais desse limite.
Portanto, as estratégias para um envelhecimento saudável se resumem na prevenção de todos os fatores de risco para as doenças crônicas não transmis-síveis: alimentação saudável, prática de atividade física, peso corporal adequado, manutenção de estilo de vida ativo e sociabilidade.
Se políticas públicas para esse setor são falhas ou ausentes, apelamos a todos os setores sociais que se sensibilizem para estes fatos e se mobilizem para possibilitar uma boa qualidade de vida nos pontos mais críticos da existência.

 

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