fevereiro 2015

 

MATÉRIAS DE FEVEREIRO DE 2015 DO JORNAL ATIVIDADE FÍSICA, NÚMERO 183

 

1 - CORPORE

Dr. David Cytrynowicz - Presidente da CORPORE

Dr. Amadeu Armentano - Presidente do Conselho Deliberativo

Prezado(a) corredor(a),

Começamos o ano de 2015 com as evidentes e costumeiras esperanças que podem ser divididas em dois grandes grupos, o geral e o pessoal, sendo bem verdade que em vários casos os dois se confundem, misturam, mesclam-se.

No primeiro, o geral, o de quase sempre, paz, segurança, saúde, educação, felicidade, prosperidade e por aí vai.

No segundo, o pessoal, como já salientei, podemos e devemos (sã consciência) desejar os do primeiro e aqueles não divulgáveis, por serem pessoais é óbvio e aqueles que deveriam ser gritados, urrados, berrados, postos em neon, todas as mídias possíveis mas malfadadamente ainda assim, com o risco de não serem sequer considerados.

Entre eles, o esporte, como um todo, como até um dos primos pobres, talvez o mais pobre, o atletismo.

Desejamos ardentemente que ele seja estruturado, programado, previsto e amparado como merece, nas políticas públicas pertinentes, como prioridade, afinal é o melhor caminho de, por exemplo, combate às drogas, bons hábitos, convivência, saúde (lato sensu) e etc., etc., etc.

Logo neste início já fomos brindados com o novo corpo ministerial e em seu bojo, também o novo Ministro dos Esportes e aí as perguntas que não querem e não podem calar.

Tem este novo ministro pertinência cultural e empírica com a pasta?

Terá esta nova equipe condições efetivas para enfrentar com sucesso uma olimpíada?

Teremos estrutura para desenvolver com eficácia a base?

Esperamos que sim.

Muitas, muitas outras indagações existem.

Existirão respostas a contento?

Também esperamos que sim.

Abraços

Armentano

 

2 - Apoio à Associação Atlética Veteranos de São Paulo - AAVSP

Dr. Ruggero Bernardo Guidugli

www.atividadefisica.net/ruggero-news

A Associação Atlética Veteranos de São Paulo - AAVSP - foi fundada em 19 de dezembro de 1943 em plena Segunda Guerra Mundial por um grupo de atletas que, com todas as dificuldades, resolveu enfrentar os desafios em uma época em que o conhecimento científico ainda não tinha noção dos benefícios físicos e mentais proporcionados pela prática da atividade física.

Esse grupo era composto por esportistas amadores que nunca receberam incentivo ou auxílio algum. Na maioria eram trabalhadores que resolveram prosseguir em suas práticas esportivas, numa sublime demonstração de que o estilo de vida ativo é essencial para o ser humano, tanto para seu próprio bem como para o bem comum.

Atualmente o avanço da medicina reconhece plenamente que a prática regular de atividade física é de fundamental importância para inúmeras doenças físicas, mentais e até neoplásicas.

Entretanto, a Associação de Veteranos, apesar de reconhecida como entidade de utilidade pública, não tem recebido o devido apoio que mereceria.

Seus atletas não têm incentivo oficial, possuem poucos recursos para participar de grandes competições, lutando com toda a dificuldade para promover eventos que beneficiam toda a população.

As entidades públicas preferem mais patrocinar atividades esportivas que chamam mais a atenção da mídia e de empresas que visam apenas o lucro.

Esperamos que a população se sensibilize e passe a apoiar quem realmente luta pelo esporte e atividade física na terceira idade, pois sua prática é fundamental para manter uma boa saúde e qualidade de vida.

Kleber - Vice-presidente AAVSP em campeonato de veteranos

 

 

3 - A pirâmide etária está invertendo e a sociedade precisa incentivar a atividade na terceira idade

Roberto Losada Pratti – diretor do jornal Atividade Física

Cabelos brancos nas ruas

Há poucas décadas, pessoas com bem menos de 60 anos eram velhas, aposentadoria era temida, idade avançada era sinônimo de doença e não havia esperança pós idade.

O tempo passou e aquelas verdades se tornaram relativas e algumas se desmancharam à luz da ciência e no túnel do tempo.

Nas cidades, o verde das matas diminuiu, mas os cabelos brancos nas ruas começam a ser cor cada vez mais comum.

A população aumentou e o número de idosos também, mas em proporção maior do que o crescimento populacional, e os idosos ficam mais idosos.

O censo do IBGE e estatísticas mostram que os cabelos brancos significam o aumento da porcentagem de idosos e da expectativa de vida.

Pirâmide etária invertida

Antigamente os jovens eram maioria, e pessoas com idade, minoria.

Além dos cabelos, a simples observação mostra mudança.

Nos locais em que há fila preferencial, há vezes em que essa fila tem mais pessoas.

Estudos indicam que a tendência é que, no futuro, idosos serão em maior número do que jovens. A proporção das idades será trocada, a pirâmide etária inverterá.

Idade não é doença

O potencial do ser humano decresce ao longo da vida e o envelhecimento implica em uma perda gradativa da função dos órgãos, mas não leva à doença.

O que faz o indivíduo adoecer são as agressões do ambiente.

Entre os fatores agressivos estão o tabaco, alimentação copiosa e com muita gordura, estresse, impactos ambientais, obesidade e sedentarismo.

Estudos científicos e atividade

O sedentarismo é o maior fator de risco que leva às doenças, inclusive cardiopatias, neoplasias e doenças crônicas e degenerativas, segundo estudos científicos.

Portanto, a inatividade é fator de risco, então, a atividade é prevenção.

O mesmo se aplica aos idosos. A atividade é essencial na terceira idade para que não adoeçam e para prevenção de doenças degenerativas.

Sociedade e terceira idade

Com a inversão da pirâmide etária, a sociedade deve incentivar a atividade, exercícios, atividade física.

Palestra no CAY

O Clube Atlético Ypiranga – CAY, tradicional clube paulistano centenário fundado em 10 de julho de 1906, sediou palestra nesse sentido no dia 9 de dezembro de 2014, proferida pelo Dr. Ruggero Bernardo Guidugli, do Instituto Popular de Matemática e Esportes - IPOMATES.

Ruggero, Diego, Eurides, Fabio Fusco

 Entre as instituições que acreditam que a vida ativa é fundamental para a qualidade de vida na terceira idade está o centenário e tradicional Clube Atlético Ypiranga, com muitas ações nesse sentido de todos no clube, do presidente Gilberto Toma, e da Diretoria da Melhor Idade, com a diretora Eurides Ramaciotti.

Gilberto Toma - Presidente CAY

 

4 - Transformando suor em medalhas

Em 2015, muito será exigido dos atletas. Sim, pois estaremos às portas da Olimpíada do Rio de Janeiro. E ninguém vai querer ficar de fora do maior espetáculo da Terra.

A Federação Paulista de Atletismo, que é a locomotiva do Brasil na modalidade, a ponto de responder por 70 a 80% dos selecionados, tudo fará para que sonhos se transformem em realidade, dando toda a infraestrutura necessária, com equipamentos de primeiro mundo.

Mas, quem mais exigirá do atleta, será o próprio atleta, sem dúvida.

Tanto é que a IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo) já divulgou o programa da modalidade para o Rio 16, o que transforma a ideia de pressão em realidade.

Já sabemos que o evento será disputado de 12 a 21 de agosto no Estádio Olímpico do Engenhão.

Temos conhecimento, também, que várias finais serão disputadas no período da manhã.

“As finais matutinas garantirão a máxima visibilidade para o atletismo nos Jogos Olímpicos em todos os fusos horários”, explica o diretor de Competições da IAAF, Paul Hardy.

De acordo com nota distribuída pela entidade, “as finais na parte da manhã foram solicitadas pelo Comitê Organizador e pelo Serviço de Radiodifusão Olímpico, com apoio do Comitê Olímpico Internacional".

Aos aficionados, registramos que o programa horário está disponível no link abaixo:

http://www.iaaf.org/news/press-release/athletics-timetable-rio-2016-olympics

Que todos os atletas tenham a certeza de que a FPA, em consonância com a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), estará na luta para transformar anseio e suor em medalhas.

A Diretoria da FPA

 

5 - Crie seu post para o site do jornal

Ariane Pratti – redatora do jornal Atividade Física

Para incentivar a criatividade e a atividade mental, que também é importante para a qualidade de vida, acrescentamos no site do jornal o link www.atividadefisica.net/post

Você pode enviar sua foto para jornal@atividadefisica.net com a autorização para o uso da foto.

Cada post será mandado para o leitor antes da publicação.

As fotos mais votadas pelo site em fevereiro serão postadas no site e no facebook  do Atividade Física e farão parte da próxima edição de março do jornal impresso.

Qual a importância de divulgar você, praticante de atividade física?

Porque você é um parâmetro para a sociedade sedentária, em que predominam o estresse, hábitos não saudáveis e violência.

A partir do seu exemplo, outras pessoas passarão a fazer o que você faz. Anote quantas pessoas você já influenciou para praticarem atividade física e com isso melhoraram a qualidade de vida. E não precisa fazer discurso nem tentar convencer, pois você é um exemplo.

Veja a foto abaixo enviada pela Shirlei Carla da Silva e pelo Everaldo de Souza Dionizio. Eles são corredores e mandaram uma foto da corrida que participaram com número de peito.

Observe que o filho Leonardo José de Souza segue literalmente os passos deles e tem número de peito de corrida, e são um exemplo para o menino.

Você é um exemplo para a sociedade e deve ser enaltecido.

 

6 - Correr com sol

Mauro  Saccomani

www.atividadefisica.net/mauro-saccomani-escreve

Muitos de nós ainda vemos correr ao sol como sendo uma tarefa complicada e complexa.

 Uma corrida ao sol produz efeitos fantásticos em nosso corpo e mente, principalmente depois de dias nublados, frios e chuvosos.

Claro que, se corrermos horas embaixo do sol, além da perda intensa de líquidos, sem dúvida teremos queimaduras na pele, e isso é ruim.

Mas ao mesmo tempo com sol nosso corpo produz mais intensamente a vitamina D quando a pele é exposta aos raios UVB.

Do ponto de vista biológico o sol é fundamental para uma vida saudável, tanto física como mental.

Em países localizados nos extremos do globo terrestre, onde quase sempre o inverno predomina e as noites chegam a ter 18 horas com predomínio do cinza, o grau de depressão é alto e muitos suicídios acontecem.

Isso não ocorre aqui. Exposição ao sol de forma controlada e segura faz sim parte de uma vida saudável.

Nosso corpo só produz a vitamina D quando a pele é exposta ao sol.

Fiquei surpreso quando li um artigo que dizia que a falta de vitamina D causa, entre outros males, depressão, hipertensão, fraturas ósseas e até câncer. Isso justifica o número destas doenças em países menos ensolarados.

Voltando ao nosso mundo da corrida, o surpreendente é que passar um tempo treinando ao ar livre pode aumentar a velocidade na corrida, segundo pesquisa apresentada nos Estados Unidos, além de vários outros benefícios como citei acima.

Então, pessoal, vamos para o sol.

Mas proteja-se dos raios nocivos com um boné para cobrir a face.

Roupas UV, quando possível, ajudam muito na proteção quanto aos raios nocivos

Óculos de sol bloqueiam de 99% a 100% os raios UV.

E, sem dúvida, protetor solar no mínimo fator 15.

Então, só nos resta aproveitar a divina luz de nosso sol brasileiro, mas sempre lembrando da prevenção e  cautela, e nunca esquecer que nossa vida é correr.    

 Viva o sol, the sun como dizem na terra do Tio Sam.

 

7 - Números e novidades na São Silvestre e em corridas de rua

Mara Saggi

Vinte e cinco mil corredores concluíram o percurso dos 15 km dos 90 anos de São Silvestre.

São três números para serem analisados: 90, 15 e 25.000.

1)   90 anos

Nestes 90 anos as modificações foram muitas, novas situações surgiram, deixaram de ser novidades e são normais para quem acompanha corrida recentemente.

A São Silvestre é a corrida mais antiga do Brasil e era no início uma das poucas com participação aberta. A São Silvestre começou com dezenas de participantes brasileiros e corridas de rua eram escassas. O futebol era o esporte das multidões. Hoje são centenas de corridas de rua no ano com milhares de participantes e mais corredores do que torcedores nas arenas do Campeonato Brasileiro de Futebol.

A evolução tecnológica e o aperfeiçoamento organizacional permitiram essa mudança. Além disso, a ciência comprovou que o sedentarismo é fator de risco para a saúde e a atividade física previne inclusive cardiopatias, doenças degenerativas e neoplasias.

Como a corrida é viável para a maioria, passou a ser praticada por muitas pessoas.

2)   15 km

A energia para corridas de rua é obtida pela queima de nutrientes pelo oxigênio, que é a capacidade aeróbia obtida pelo treinamento.

Poucos brasileiros treinavam constantemente, portanto a capacidade aeróbia não permitia terminar em boas condições físicas a São Silvestre até mesmo antigamente quando seu percurso tinha menos de 8 km.

Hoje, corredores amadores são verdadeiros profissionais que treinam diariamente e possuem equipe multidisciplinar.

Assim, os 15 km se tornaram uma distância fácil de ser percorrida por eles.

3)   25 mil concluíram a prova

Em 2014 foram disponibilizadas 30 mil inscrições e 25 mil concluíram a São Silvestre.

Com o aumento de praticantes, o número de pessoas aptas para 15 km é muito maior do que 25 mil e São Silvestre se tornou prova curta para muitos corredores contumazes.

Outra novidade para quem estacionou nos anos 70 é o percentual de corredoras. Naquela época a frequência feminina era quase zero, nesta última São Silvestre passou de 25%.

Além disso, a performance feminina evoluiu assustadoramente. O vencedor da São Silvestre fez o percurso com velocidade média de 3 minutos por km e a campeã com média de 3 minutos e 22 segundos.

O tempo da campeã lhe daria a colocação 38 no masculino, ou seja, superaria 18 mil homens, o que implica que algumas mulheres têm melhor performance do que a maioria dos homens.

O que acontece na São Silvestre também é válido para as outras corridas de rua.

 

8 - Periodização de treinamento de corrida

Prof. Luis Tavares        

   A periodização de treinamento é o planejamento do treinamento do corredor durante um período.

No planejamento constam as principais competições bem como a época do ápice da forma física, porque é impossível mantê-lo o tempo todo.

O treinamento é dividido em transição, base, específico e competitivo.

Transição: São as férias. É aconselhável praticar outro esporte que não seja a corrida para a recuperação física e psicológica. Duração: 2 semanas.

Base: É o período mais importante em termos de treinamento quantitativo, em que são desenvolvidas força e resistência muscular localizada. Duração: 10 semanas.

Específico: É o trabalho específico, por exemplo, o maratonista treinará para maratona. Podem ser utilizados intervalados e fartlek. Duração: 10 semanas.

Competitivo: Nessa fase o volume de treinamento diminui gradativamente e a qualidade aumenta para atingir o ápice da forma física. Duração: 8 semanas.

  Assim, o treinamento tem como objetivo chegar a 100% da forma física na corrida planejada.

 

9 - Encontro futebol e cultura

Pereira – ASSINDIC

O Encontro Futebol e Cultura - práticas de futebol colaborativo e solidário - foi realizado de 26 a 29 de novembro de 2014 no Museu do Futebol em São Paulo, Estádio do Pacaembu.

Na concepção dos organizadores, o futebol no Brasil reproduz injustiças sociais, desrespeito aos torcedores e muitos jogadores profissionais vivem uma realidade de exclusão.

A visão do Encontro é que o futebol deve estar fora dos marcos políticos e comerciais e faz parte da vida do povo como um elemento fundamental que compõe suas identidades.

A filosofia intrínseca é que futebol é cultura e praticado livremente é disputado com afinco, porém, colaborativo, leal e solidário.

O evento exaltou o futebol como organização comunitária, espaço de lazer e sociabilidade, inclusão social, crítica política, afirmação dos Direitos Humanos e interação com as artes, literatura, cinema e música.

Foram mostradas experiências das cinco regiões do país e temas como Futebol de Cegos, Futebol e Negritude, Jogos dos Povos Indígenas, Peladão de Manaus, Mundial de Futebol de Rua.

 

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