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Matérias de MARÇO de 2007

 

JORNAL ATIVIDADE FÍSICA  - março de 2007 - Número 100 - ANO IX

 

ÍNDICE

1) CORPORE – CORREDORES PAULISTAS REUNIDOS

2) ULTRAMARATONA PODE SER FÁCIL

3) RUNYOGA E O MOVIMENTO NATURAL NA CORRIDA

4) “CORRIDA – RUNYOGA & FELDENKRAIS” NO JUVENTUS

5) PRESIDENTE DA FPA FAZ UM BALANÇO POSITIVO DAS CORRIDAS DE RUA NO ANO DE 2006!

6) FAÇA COMO MARÍLSON GOMES E VANDERLEI CORDEIRO

7) O NÚMERO 100

8) CORRENDO MARATONA E COM SAÚDE!

9) DOR NA COLUNA

10) CIDADANIA E CORRIDA

11) TAE KWON DO NO PAN

12) ATLETISMO NO ARAMAÇAN

13) AS FIBRAS NA ALIMENTAÇÃO E PREVENÇÃO DO CÂNCER

14) RECEITA DA Vovó

15) FISCALIZAÇÃO DO CREF

16) Qual o melhor tênis?

 

AS MATÉRIAS CONSTANTES NO ÍNDICE ESTÃO ABAIXO E FORAM PUBLICADAS NO JORNAL ATIVIDADE FÍSICA DO MÊS DE  MARÇO  DE 2007, NÚMERO 100.

 

1) CORPORE – CORREDORES PAULISTAS REUNIDOS

 

Dr. David Cytrynowicz – Presidente da Corpore (esquerda)

Dr. Amadeu Armentano – Presidente do Conselho Deliberativo da Corpore

                Prezado Corredor (a)

            Embora tenhamos feito a Corrida e Caminhada Oral-B, que aliás foi bastante elogiada pelos corredores, com tudo a que um evento antes do carnaval e no Sambódromo tem direito, mulatas, bateria e muito samba, o Circuito Corpore tem sua abertura no dia 04 de março com distâncias de 12 km e 05 km na prova Hydra Pela Economia de Água.

            O ano começou muito bem e... promete.

            O que desejo ressaltar é que nesta temporada, ocorrerá, de forma oficial, como evento da Cidade de São Paulo a Meia Maratona Corpore – Cidade de São Paulo. Esta prova tem o direito, outorgado pelo Poder Público, Câmara Municipal de São Paulo, Lei de autoria do Vereador Aurélio Miguel e sancionada pelo Prefeito de nosso Município, Sr. Gilberto Kassab, a esta denominação que é oficial, o que traz a todos nós o sentimento de reconhecimento por um trabalho de equipe realizado com competência e dedicação ao longo dos anos, pela causa dos corredores.

            Espero que na entrega dos troféus após a prova de Natal, prevista para 15 de dezembro de 2007, senão todas, mas a grande maioria de nossas expectativas tenham sido alcançadas.

            Abraços,

            Armentano. 

Corrida Oral-B no Anhembi

 

2) ULTRAMARATONA PODE SER FÁCIL

 

Roberto Losada Pratti – Diretor do jornal Atividade Física e ultramaratonista

Ariane Losada Pratti – Assessora do jornal Atividade Física e maratonista

            A maratona encerrará os jogos Pan-Americanos em 29 de julho de 2007. Com 42.195 metros, é considerada a prova mais extenuante do atletismo.

            Mas não é a maratona que é sinônimo de dificuldade. Se for feita estatística de quantas pessoas são atendidas pelo serviço médico e quantas terminam com semblante de sofrimento em corridas de rua, os números assustam e fazem questionar o benefício da corrida. Há até casos de participantes de corridas com distâncias menores que acabam em óbito

            O problema não está na corrida. É necessário distinguir o que é correr e o que é a corrida que absorveu determinados valores sociais.

            A maratona do Pan é disputada por atletas que dependem de resultado para sobreviver e chegam à exaustão para alcançar o que pretendem. É uma disputa, ou seja, os atletas despendem esforços para vencer, competem entre si.

            Se o participante de corrida absorver essa competitividade dos atletas, está mais sujeito a problemas do que eles, se não tiver a genética e o mesmo condicionamento físico deles. É por isso que tanta gente esgotada e passando mal em corridas de 5 a 15 km.

            Correr é uma atividade física aeróbia que, praticada constantemente, respeitando os limites do corpo, aumenta a capacidade de queima de nutrientes pelo oxigênio, o que permite que o indivíduo corra distâncias cada vez maiores, na sua velocidade.

            O principal fundamento da corrida é a passada que minimiza o gasto energético e propicia equilíbrio físico, mental e social.

            Em treino de atleta competitivo que possui uma passada que não lhe prejudica, o principal fundamento é a velocidade, pois é o que a competição requer.

            Assim, se o objetivo for o bem-estar, é necessário corrigir e acertar a o movimento de correr. depois disso o indivíduo pode partir para a competição, sob pena de, não adquirindo essa passada,  se sujeitar a graves problemas.

            Portanto, depois de descobrir como deve correr, é possível evoluir e fazer maratona e até distâncias maiores que as da maratona, tendo como prêmio saúde e qualidade de vida.

 

3) RUNYOGA E O MOVIMENTO NATURAL NA CORRIDA

Centro Brasileiro de Runyoga e RPM

www.atividadefisica.net/runyoga.htm

         O desenvolvimento motor da criança depende de suas experiências

. Desde pequena, apresenta o movimento de correr que vai sendo aperfeiçoado com as brincadeiras e a vivência. Porém, além de limites impostos em casa por vários motivos, inclusive falta de espaço, quando chega na escola, a carteira escolar e as normas causam regressão desse movimento enquanto o corpo se transforma e não desenvolve esse movimento natural do ser humano. Na idade adulta, correr pode ser um movimento perdido. Assim, essa pessoa precisa readaptar o corpo e reaprender a correr.

         Andar é o movimento em que sempre um tocando o solo e é o movimento mais utilizado pelo indivíduo. Correr é o movimento em que instantes em que os pés não tocam no chão. É fundamental para que o cidadão volte a correr que reaprenda a tirar os pés do chão sincronizadamente, sem esforço e sem sobrecarregar partes do organismo. Essa é a maneira correta de recomeçar. É o ato de correr, que pode ser definido como  a passada sincronizada que minimiza o gasto energético, aumenta a capacidade aeróbia (capacidade de gerar energia), não produz nenhum efeito prejudicial,  fortalece o organismo e proporciona saúde e qualidade de vida.

         Correr é diferente de andar. Correr não é andar rápido nem sinônimo de velocidade. Querer ser veloz sem respeitar os limites do corpo pode causar lesões, fascite plantar, canelite, dor na coluna, infarto, óbito etc. É preciso respeitar a própria história de vida, o emocional e os limites pessoais e sociais para reencontrar o movimento perdido.

         Não existem fórmulas prontas e universais para treinar. Segui-las pode significar problemas.

         O treino precisa trabalhar musculatura, capacidade aeróbia e velocidade ao mesmo tempo, de forma integrada e em conformidade com o histórico individual. Isso é runyoga, que pode ser definida como a corrida harmoniosa que segue um conjunto de princípios e definições, com base no ato de correr, que desenvolve o movimento natural de correr e resulta em equilíbrio físico, mental e social. Há mais explanação sobre runyoga em www.atividadefisica.net/runyoga.htm.

          

4) “CORRIDA – RUNYOGA & FELDENKRAIS” NO JUVENTUS

 

Israel Bastos Junior

            O Clube Atlético Juventus promoveu no dia 11 de fevereiro o cursoCorrida e Consciência Corporal - Runnyoga & Feldenkrais.

O evento foi coordenado por José Moraes, diretor de atletismo do clube, e contou com a presença dos palestrantes  Roberto Losada Pratti (Runyoga) e Sabina V. Heinze (Feldenkrais).

Sobre a Runnyoga (corrida harmoniosa com base no ato de correr, cujo resultado é o equilíbrio físico, mental e social) foi mostrado que, ao adquirir a passada ideal, minimizamos o gasto energético, excluímos os riscos de lesões e interagimos com o ambiente.

A diretoria do Clube Atlético Juventus, sob a presidência do Sr. Armando Raucci, tem incentivado o atletismo e programou vários eventos para 2007: 3º Jantar dos Atletas em 9 de março; Corrida Juventus Viva a Mooca – 10 km; Palestra de corrida “Runyoga e Reestruturação Postural em Movimento”; Fogo Simbólico Monumento do Ipiranga / Juventus; Ultramaratona Juventus / Itupeva.

 

Armando Raucci, presidente do Clube Atlético Juventus, tem apoiado a corrida pedestre.

 

José Moraes (esquerda) Diretor de Atletismo do Juventus, coordenou o eventoCorrida e Consciência Corporal – Runyoga e Feldenkrais”

 

5) PRESIDENTE DA FPA FAZ UM BALANÇO POSITIVO DAS CORRIDAS DE RUA NO ANO DE 2006!

 

José Antonio Martins Fernandes, presidente da PFA, fez um balanço sobre as corridas de rua.

         Foram 200 eventos reunindo mais de 500 mil atletas. Para 2007, a meta é ultrapassar os 300 (entre competições de rua e pista) e aumentar ainda mais o número de praticantes, sempre dentro de critérios internacionalmente aceitos.

 

Pés alados!

            Marílson Gomes dos Santos faz de sua atividade uma autêntica obra de arte.

            Franzino de corpo, ele parece levitar quando pulveriza os mais de 42 quilômetros de uma maratona.

            Quem o correr, acredita que o faz sem tocar a sola dos pés no chão.

            Marílson é uma figura diáfana, que se impõe.

            Dir-se-ia um anjo, quer pelo seu brilho, quer por sua humildade, quer por sua vontade de superar obstáculos.

            Na Maratona de Nova York, ele deixou o mundo momentaneamente incrédulo.

            Os críticos o tinham como zebra de Zoológico. Esta é a verdade!

            Como pode uma zebra voar?

            Questionavam-se.

            Mas, ora, o que os críticos entendem de anjos?

            É dessa forma, com tal prefácio, que a FPA dá início ao seu amplo Relatório de Atividades relativo ao ano de 2006.

            Através de Marílson, procura homenagear  todos os atletas que lutam como fortes e vêem a vida através do multicolorido caleidoscópio dos santos de vitral.

            A mensagem procura destacar, também, a prova de atletismo que vem experimentando o maior crescimento nos últimos anos: a da Corrida de Rua.

            O ano de 2006 contabilizou 200 eventos do gênero (rua) disputados no Estado de São Paulo, sempre com a presença de um especialista da Federação que, além de ajudar na organização, zela pelo cumprimento de regras mundialmente adotadas, na medida em que em São Paulo, a FPA representa a CBAt e, consequentemente, a IAAF, Associação maior do Atletismo mundial.

            O especialista destacado é incumbido de atender o antes e o depois da realização da prova, dando orientações prévias e elaborando relatório de ocorrências, bem como o relatório específico que é enviado à CBAt, tudo dentro do objetivo de promover o estreito relacionamento entre a Federação e os organizadores, visando o conforto e a segurança do atleta.

Retirada de Alvará demonstra: corrida de rua virou febre.

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