PEC DA BENGALA "QUEBRA A PERNA" DO ESTATUTO DO IDOSO

Envelhecimento

 

O envelhecimento é um processo contínuo durante o qual ocorre declínio progressivo de todos os processos fisiológicos da atividade celular, portanto, com corrosão das reservas funcionais e maior vulnerabilidade aos distúrbios metabólicos.

Este fenômeno natural não significa doença, mas apenas diminuição da função dos órgãos. O organismo terá, portanto, de se adaptar a estas novas situações, sem se abster de praticar normalmente suas atividades e manter uma boa qualidade de vida.

O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial que vem ocorrendo também no Brasil, particularmente nestes últimos 40 anos, prevendo-se que em 2030 teremos a sexta população mundial em números absolutos de idosos. Nossa expectativa de vida em 1950 era de 56 anos, atualmente é de 75 anos.

Definição de idoso pela lei

 

O Estatuto do Idoso, Lei 10.741  de 1 de outubro de 2003, embora seja praticamente apenas uma criança de 12 anos, está vendo seu artigo 1 (em que consta 60 anos para idoso)  ficar desatualizado e envelhecido pelas novas legislações.  

PEC e 75 anos "quebra a perna do Estatuto"

 

No dia 29 de setembro de 2015 foi aprovada no Senado a PEC da Bengala, que aumenta para 75 anos a aposentadoria compulsória para servidores públicos.

Assim, essa PEC "quebra a perna" do estatuto, colocando 15 anos a mais dos 60, pois considera ainda aptas para o trabalho pessoas com 75 anos.

Fórmula científica

 

Você, praticante de atividade física, conhece muitos atletas com mais de 60 anos com vitalidade jovial.

Isso é facilmente comprovado em sites com resultados de corridas em faixas etárias acima de 60 anos. A performance desses denominados idosos pelo Estatuto do Idoso é muito melhor do que a performance de muita gente da faixa dos 30. Abra esses sites e faça um levantamento estatístico, é impressionante.

Recolha dados dos corredores acima de 70 anos.

Esse fato estatístico é resultado da fórmula encontrada nos estudos científicos, que é simples demais: hábitos saudáveis e atividade física.

É tão simples, fácil, óbvia e sem custo que é pouco aplicada na prática. Basta olhar os índices de obesidade, sedentarismo, alcoolismo, tabagismo e usuários de droga para concluir que a fórmula é pouco utilizada. 

Fórmulas equivocadas aplicadas e alto custo

 

As ações alardeadas, inclusive por políticas públicas, são até certo ponto corretas, necessárias, humanas e simpáticas: remédios caríssimos, vacina contra a gripe, assento preferencial para idoso, passagem grátis nos transportes coletivos, etc.

Campanha de vacina contra a gripe para idosos previne a gripe. Remédios para hipertensão, problemas cardíacos, insulina, etc., são vitais para quem tem hipertensão, cardiopatia, diabetes, etc. 

Assento preferencial para o idoso que não aguenta em pé é humano.

Passagem grátis nos transportes coletivos é simpático.

Essas fórmulas guardam na sua essência o conceito de que o idoso é indefeso e não consegue reverter a doença, e que é aconselhável não se movimentar.

Essas fórmulas contrariam os estudos científicos e a natureza humana. A inatividade piora a condição física e imunológica e torna o corpo vulnerável.

A atividade física fortalece o sistema cardiorrespiratório, o sistema imunológico, enfim, o organismo,  tornando o corpo mais resistente à gripe, cardiopatias, problemas respiratórios, diabetes, osteoporose, doenças degenerativas e óbito.

A alimentação saudável é outro fator importantíssimo.

Afastamento do alcoolismo, tabagismo e drogas também evita problemas, internação em hospitais e uso de remédios.

Assim, as ações onerosas para corrigir problemas existentes devem continuar, mas esses problemas sempre existirão, pois a causa não foi combatida, que é o sedentarismo, obesidade, vida não saudável. O pior é que as pessoas continuarão sofrendo.

Assim, essas fórmulas são equivocadas e de alto custo.

 

Incentivo à vida saudável é a solução

 

A solução para a vitalidade do idoso e para minimizar a diminuição da função dos órgãos se baseia em ações e incentivo à saudável, como campanhas de orientação à prática da atividade física e hábitos saudáveis; criação e manutenção de parques públicos com espaço para atividade física, cultura e lazer; eventos voltados para a terceira idade, etc.

Sem quebrar a perna

A queda do idoso e a quebra de ossos, como a perna, é comum. Ressalte-se, comum em idosos inativos com osteoporose. A atividade física combate a osteoporose e fortalece o organismo. Portanto, a queda do idoso não é um problema a mais para o idoso e o idoso não quebrará a perna se praticar atividade física.

 

 

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